Política

Ajuda à produção agrícola

O ministro da Agricultura, Marcos Nhunga, iniciou ontem uma visita de trabalho a Portugal, prevendo assinar um protocolo de cooperação bilateral que inclui o apoio português para melhorar a produção de arroz e de trigo no país.

Marcos Nhunga está em Portugal para assinar um protocolo de cooperação bilateral
Fotografia: Francisco Bernardo|Edições Novembro

De acordo com  uma fonte do Ministério da Agricultura, o protocolo de cooperação a rubricar com o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural de Portugal visa o “estabelecimento e fortalecimento das relações bilaterais no domínio da agricultura, agro-indústria e florestas”, envolvendo os dois países.
A capacitação das instituições de investigação agrária e veterinária, o incremento da cooperação científica e técnica na aplicação das medidas fitossanitárias, nomeadamente na actualização da legislação, o desenvolvimento de planos de cooperação para a erradicação de doenças de animais e plantas e a implementação de programas de melhoria da produção angolana no trigo, arroz e leguminosas são áreas previstas no protocolo.
A visita de Marcos Nhunga, que lidera a comitiva angolana que inclui outros dirigentes do sector da Agricultura, decorre entre 16 e 18 de Fevereiro. Angola pretende receber de Portugal um reforço da capacidade técnica e acreditação dos laboratórios, cooperação para a recuperação do acervo bibliográfico e científico angolano sedeado em Portugal, para a publicação e actualização da carta de solos de Angola. A valorização das florestas, dos seus produtos e subprodutos florestais, assim como o reforço da formação de quadros a nível de mestrado, especialização e doutoramento, incluindo a formação profissional são igualmente objectivos da parte angolana, indicou o Ministério da Agricultura.
Em Julho de 2016, de visita a Angola, o ministro da Agricultura de Portugal, Luís Capoulas Santos, tinha já anunciado a intenção de os dois governos firmarem um protocolo de cooperação agrícola, envolvendo, nomeadamente, a formação de quadros angolanos, a transferência de tecnologia e a criação de incentivos aos empresários.
“É possível ajudar Angola a queimar muitas etapas no seu processo de desenvolvimento em áreas tão sensíveis como a produção animal. É possível a Angola, a curto prazo, substituir importações, aumentar o grau de auto aprovisionamento alimentar do seu país e exportar”, disse na ocasião o governante português.
Na altura, o governante português convidou o então ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga - posteriormente substituído por Marcos Alexandre Nhunga - para uma visita a Portugal, que chegou a estar prevista para Setembro, a qual marcaria o “iniciar de uma nova etapa na cooperação agrícola.”
Além da vertente empresarial, Portugal está disponível para “transferir conhecimento e tecnologia”, bem como para formar quadros angolanos, necessidades identificadas durante esta visita a Angola
“Desse ponto de vista, Portugal tem uma grande experiência e alguma capacidade ao nível do ministério e das instituições que tutelamos, designadamente aquelas que têm a ver com a investigação agrária. Mas também compete aos governos criar condições, estímulos, dar confiança aos empresários que pretendam aproveitar as grandes oportunidades que Angola tem”, concluiu o ministro português.
Durante a sua visita a Angola, Luís Capoulas Santos propôs ainda o lançamento de uma agenda bilateral renovada com Angola, para fomentar o desenvolvimento dos sectores agrícola e agro-industrial, sublinhando tratar-se de um “sector determinante” para as economias dos dois países, com “interesses complementares.”

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