Política

Angola apoia novo programa da FAO

Angola manifestou apoio ao novo programa e estrutura da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) que visa transformá-la numa instituição mais inclusiva, inovadora, transparente e dinâmica

Maria de Fátima Jardim, embaixadora de Angola na Itália
Fotografia: DR

Segundo a Angop, o apoio foi transmitido pela representante permanente junto das agências da ONU sediadas em Roma, Fátima Jardim, durante a 164ª sessão do Conselho da FAO, realizado entre segunda e sexta-feira. 

A também embaixadora de Angola na Itália destacou as prioridades nacionais que, no seu entender, devem estar focadas em programas que contribuam para o aumento da produção e da produtividade, ao mesmo tempo que defendeu a necessidade dos países se protegerem das actuais crises.

Entre as crises que assolam o mundo, Fátima Jardim destacou a pandemia da Covid -19, a queda do preço do petróleo, a seca, a desertificação e a ocorrência de praga de gafanhotos e da lagarta do cartucho do milho, que afectam, principalmente, o continente africano. 

A diplomata deu a conhecer que o Governo angolano está a promover um desenvolvimento inclusivo e a implementar programas de redução da subnutrição e pobreza, melhorando a segurança alimentar, através da concessão de crédito agrícola e pesqueiro a pequenas empresas familiares.

As autoridades angolanas, ressaltou, estão a exercer uma governação transparente com objectivo de diversificar a produção e atrair investimentos para o país. Fátima Jardim Informou, igualmente, que estão a ser promovidas acções no meio rural para aumentar a taxa de emprego, através da capacitação dos jovens para o desenvolvimento de iniciativas empreendedoras, de inovação, de educação e de capacitação profissional, para as quais solicitou apoio e a cooperação da FAO, no sentido de reforçar os programas existentes e futuros.

A importância da descentralização e a necessidade de comparticipação de todos os actores de desenvolvimento, sobretudo do sector privado, para o reforço da capacidade financeira a nível local, foram outros tópicos abordados pela representante de Angola. A embaixadora referiu que a África deve continuar a ser prioridade da FAO, no quadro da Agenda de Desenvolvimento Sustentável.

Com isso, disse, o continente vai poder enfrentar os desafios decorrentes das alterações climáticas, particularmente em relação à adaptação na área da agricultura resiliente, com vista a garantir a segurança alimentar da população.

A diplomata felicitou o director-geral da FAO, o chinês Qu Dongyu e colaboradores, pelo novo programa e estrutura, que priorizam as áreas que visam transformá-la numa instituição mais inclusiva, inovadora, transparente, dinâmica e eficiente.

 

Tempo

Multimédia