Política

Angola e França estudam o reforço do intercâmbio

Delegações multissectoriais de Angola e da França iniciaram ontem, em Paris, consultas políticas bilaterais e multissectoriais no âmbito da cooperação existente, essencialmente, nas áreas do Comércio, Finanças e Agricultura.

Manuel Augusto abordou a cooperação com os franceses
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

A delegação angolana é chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto. Segundo uma nota de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, estão a ser abordados, até hoje, aspectos ligados à parceria económica existente entre os dois Estados.
Estão igualmente em discussão questões que têm a ver com a situação político-militar e social nas Repúblicas Democrática do Congo, Centro Africana, Zimbabwe e Burundi, entre outros assuntos.
Temas como a União Europeia pós-brexit, as eleições europeias entre 23 e 26 de Maio, a luta contra o terrorismo e a gestão da imigração na Europa estarão igualmente em debate.
À margem das conversações, o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, vai manter alguns encontros bilaterais, com destaque para a audiência com o homólogo francês, Jean-Yves le Drian. As relações diplomáticas entre Angola e a França foram estabelecidas em Fevereiro de 1976, depois de os franceses terem reconhecido a Independência de Angola, proclamada a 11 de Novembro de 1975, mas só em 1982 foram criadas as bases para o reforço da cooperação bilateral, com a assinatura do Acordo Geral de Cooperação.
A cooperação desenvolve-se nas áreas da Saúde, Águas, Saneamento Básico, Ensino Superior, Formação de Quadros, Ciência e Tecnologia, Petróleos, Transportes, Comércio, Indústria e Telecomunicações.
Em Abril deste ano, aquele país europeu manifestou a disponibilidade em “ampliar a cooperação” com Angola no domínio da agricultura, sobretudo na formação de jovens no sector agro-alimentar. “A França pode ajudar a desenvolver Angola no domínio da agricultura”, disse na altura, em Luanda, o ministro da Agricultura e Alimentação, Didier Guillaume, à saída de uma audiência com o Presidente da República, João Lourenço.

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