Política

Angola está contra a discriminação racial

Angola apela a todos os agentes internacionais que se construa uma ordem abrangente baseada na inclusão, justiça social, igualdade e equidade, dignidade e respeito da diversidade cultural e direitos universais para todos, rejeitando todas as doutrinas de exclusão centradas no racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância associada.

Fotografia: DR

O apelo do Governo angolano foi manifestado, ontem, em Genebra, pela sua representante junto do Escritório das Nações Unidas e demais Organizações Internacionais na Confederação Suíça, embaixadora Margarida Izata, durante uma reunião por videoconferência dedicada à apresentação do Relatório Anual de 2019 do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
O pronunciamento de Angola surge numa altura em que há, nos Estados Unidos da América, uma onda de protestos pelo assassinato do afro-americano George Floyd por um grupo de polícias de raça branca.

Segundo uma nota da Missão Diplomática de Angola junto dos Escritórios da ONU, em Genebra, durante a sua intervenção, Margarida Izata reiterou o compromisso de Angola no cumprimento das obrigações internacionais, de acordo com os princípios fundamentais dos Direitos Humanos, incluindo o Direito ao Desenvolvimento, Direitos da Mulher e a Paridade de Género, no âmbito da cooperação internacional e do diálogo multilateral.

Para a diplomata, Angola elogia a apresentação abrangente do Relatório Anual dos Direitos Humanos de 2019, divulgado em condições especiais, numa altura em que a humanidade está atingida pela Covid-19. Margarida Izata espera que a iniciativa desse trabalho não seja afectado pelas medidas tomadas na luta contra a pandemia.

Margarida Izata disse, também, que embora se reconheça a importância de todas as questões contidas no Relatório, Angola acredita que a questão do repatriamento de fundos ilícitos precisa ser levada em consideração, seriamente, pelo Conselho dos Direitos Humanos. Para a embaixadora, este debate é essencial para a promoção dos direitos económicos, sociais e culturais, particularmente nos países que lutam para cumprir com as suas obrigações, de forma a satisfazerem as aspirações de seus povos.

“Os fundos ilícitos devem ser repatriados rápida e incondicionalmente aos países de origem, inclusive através da adopção de um compromisso renovado, resoluto e proactivo para resolver o problema dos fluxos financeiros ilícitos e do seu efeito negativo nos esforços dos países em desenvolvimento para o alcance dos objectivos económicos internacionalmente acordados, plasmado na Agenda de Desenvolvimento de 2030”, concluiu a representante de Angola junto da ONU em Genebra.

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