Política

Angola propõe mais diálogo para a estabilidade na região

Adelina Inácio

A segunda vice-presidente da Assembleia Nacional, Suzana de Melo, defendeu ontem, em Luanda, mais diálogo e concertação permanente entre os parlamentos e os Estados-membros para tornar possível o pacto de segurança, estabilidade e desenvolvimento na Região dos Grandes Lagos.

Suzana de Melo discursou na sessão ordinária do Comité Executivo de parlamentares regionais
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Suzana de Melo, que falava na abertura da vigésima sessão ordinária do Comité Executivo do Fórum Parlamentar da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (FP-CIRGL), entende que os parlamentos da região devem estar unidos para melhor satisfazerem os anseios dos povos de cada um dos países-membros.
A deputada reafirmou o compromisso e o interesse do Parlamento angolano na paz e no desenvolvimento dos países da Região dos Grandes Lagos e defendeu que os Estados materializem os compromissos referentes à Zona de Comércio Livre Continental.
A região, lembrou, dispõe de um grande corredor que pode conferir competitividade à economia da região, o chamado Corredor do Lobito, com o seu Caminho-de-Ferro e o Porto oceânico, o que considerou “uma janela de oportunidade para a região.”
A segunda vice-presidente da Assembleia Nacional disse que os países-membros da Região dos Grandes Lagos precisam de implementar as trocas comerciais, aproveitando as vantagens comparativas para obterem ganhos para as economias e a solução para os problemas da juventude.
A parlamentar reconheceu, entretanto, que a região continua a confrontar-se com situações de insegurança, humanitárias, sociais, de desenvolvimento económico e integração regional, de género, infância e de pessoas vulneráveis.
Os desafios, segundo a deputada, ultrapassam as capacidades dos Estados de darem respostas adequadas e satisfatórias aos cidadãos. Susana de Melo afirmou que as soluções para estes desafios são comuns e devem resultar da conjugação de esforços entre os Estados-membros da região.

Situação humanitária

O presidente do Comité Executivo do FP-CIRGL, Daniel Abibi, afirmou que a organização está preocupada com a situação política, de segurança e humanitária em alguns países da região.
Por seu turno, o secretário-geral do FP-CIRGL, Onyango Kakoba, informou que a instituição adquiriu um fundo da Agência de Co-operação de Desenvolvimento para a realização de algumas actividades, com destaque para a questão da paz e segurança, democracia e boa governação, bem como apoio a países em situações de fragilidade.
Onyango Kakoba agradeceu, igualmente, pelas contribuições dos parlamentos membros.
A Assembleia Nacional de Angola acolhe, desde ontem, a vigésima reunião do Fórum Parlamentar da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos que discute, até hoje, a situação sobre a conjuntura política, de segurança e humanitária na região e, mais concretamente, os projectos de resolução sobre a situação política, de segurança e humanitária no Burundi, Sudão do Sul, República Centro-Africana e República Democrática do Congo.
Os parlamentares estão, também, a analisar as actividades das comissões de paz e segurança e de democracia e boa governação, o relatório de pesquisa sobre o Programa de Cooperação em Matéria de Prevenção de Conflitos e Gestão da Fronteira Comum, com enfoque nos movimentos transfronteiriços na Região dos Grandes Lagos.

 

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