Política

Angola disputa assento na ONU

Angola pediu ontem o apoio dos Estados membros da ONU à sua candidatura a um assento no Conselho de Direitos Humanos, cuja eleição está marcada para o próximo mês de Outubro.

Representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Ismael Martins
Fotografia: UN | Devra Berkowitz

O apelo foi feito pelo representante permanente de Angola junto da ONU, embaixador Ismael Gaspar Matins, durante o discurso no último dia do Debate Geral da 72ª Sessão da Assembleia Geral, em Nova Iorque.
Angola é candidata a um dos quatro lugares a esse órgão das Nações Unidas, baseado em Genebra, a par da Nigéria, República Democrática do Congo e do Senegal. A eleição deve ocorrer a 16 de Outubro e o mandato é para o triénio 2018/2020.
Nessa ocasião, a Assembleia Geral elege também dois candidatos para a Europa Ocidental e outros Estados, igual número para a Europa de Leste, três para a América Latina e Caraíbas e quatro para a Ásia e Pacífico, perfazendo um total de 15 membros. “A promoção e protecção dos direitos humanos sempre esteve na vanguarda das prioridades da política externa” de Angola, razão porque “esperamos participar activamente e contribuir para a protecção dos direitos humanos nas regiões e países mais afectados por violações desses direitos”, sublinhou o diplomata, ao fundamentar as razões do pedido.
Ismael Martins enquadrou o respeito e protecção desses valores entre as prioridades do novo Governo, de elevar os indicadores de desenvolvimento, condição indispensável para a construção de uma sociedade próspera e democrática. />A este respeito, lembrou que Angola realizou, recentemente, as suas terceiras eleições gerais em tempo de paz, num clima de tranquilidade, respeito pelas diferenças e alta civilidade, sinais de que a estabilidade do país e a consolidação gradual da democracia é um facto.
As prioridades para o novo Governo, explicou o diplomata, passam a estar focadas no desenvolvimento económico, com especial atenção para o combate à pobreza e ao desemprego, redução das desigualdades, correcção das insuficiências de governação e melhoria dos indicadores de desenvolvimento.
O embaixador lamentou que as dificuldades económicas e financeiras que afectam a maioria dos países têm um impacto negativo na mobilização de recursos financeiros para a implementação da Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030, especialmente entre os mais pobres.
No seu entender, os esforços internacionais destinados a garantir os recursos financeiros devem ser orientados pela Agenda de Financiamento de Addis Abeba, adoptada em 2015, para a implementação, nos próximos 13 anos, da Agenda de Desenvolvimento Sustentável.
“A República de Angola, que agora está a iniciar um novo ciclo na sua vida como Nação, está fortemente empenhada em alcançar os 17 Objectivos desta Agenda, apesar de um ambiente económico global adverso”, assegurou.

Tempo

Multimédia