Política

Angola e Finlândia querem o reforço da cooperação

Gabriel Bunga

Angola e a Finlândia pretendem reforçar a cooperação nos domínios da Cultura, Ciência, Educação e Comercial. A intenção foi manifestada pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, e pela embaixadora da Finlândia, Pirkko Liisa Kyostila, à margem de um concerto de piano realizado em Luanda, depois da apresentação, na semana passada, das cartas credenciais da diplomata finlandesa ao Presidente da República, João Lourenço.

Pirkko Kyostila também representa os interesses do seu país na Namíbia, onde reside
Fotografia: DR

A ministra da Cultura exprimiu a disponibilidade de Angola em estreitar as relações com a Finlândia nos domínios da Educação e Cultura. Carolina Cerqueira disse que será muito bom cooperar com a Finlândia, tendo em conta a alta tecnologias que aquele país nórdico dispõe e o vasto conhecimento que tem no domínio de turismo.
Carolina Cerqueira disse que, com uma possível cooperação com a Finlândia, Angola vai oferecer melhor formação dos jovens através de bolsas de estudo e os angolanos vão aprender muito com os finlandeses. “Eu vim aqui para expressar a nossa disponibilidade em estreitar as nossas relações com a Finlândia, do ponto de vista cultural, tendo em conta a riqueza cultural da Finlândia”, disse a ministra, acrescentando que a cooperação no domínio da cinematografia é também uma possibilidade.
A embaixadora da Finlândia disse que o seu país também vai reforçar a cooperação com Angola nos domínios comerciais e científico. Pirkko Kyostila disse que Angola e a Finlândia têm boas relações e que o ambiente político que se vive actualmente no país africano vão permitir melhorar ainda mais essa cooperação. A diplomata entende ser necessário incrementar a cooperação nos domínios da agricultura e indústria.
A diplomata finlandesa afirmou que, por enquanto, o seu país ainda não dispõe de bolsas de estudo, mas na próxima visita de um membro do Governo finlandês a Angola - cujo nome e cargo não foram revelados - o assunto deverá ser abordado. Pirkko Kyostila, que também não revelou a data da visita, disse que a delegação visitante vai ser integrada por empresários do sector privado.
Depois de apresentação das cartas credenciais ao Chefe de Estado, João Lourenço, a embaixadora pretende manter encontros com os ministros e outras entidades angolanas.
A embaixadora Pirkko Liisa Kyostila disse que a realização do concerto de piano serviu para mostrar a cultura finlandesa e a presença do músico Kizua Gourgel permitiu manifestar os aspectos culturais em que os dois povos se identificam. “Queríamos apresentar o nosso amor à música e à cultura”, frisou.
A nova embaixadora da Finlândia em Angola também representa os interesses do seu país na Namíbia, onde reside. Com 31 anos de carreira diplomática, Pirkko Liisa Kyostila já passou pela Tanzânia, Itália, França e Nações Unidas.
 
Educação na Finlândia
Na Finlândia, a maior parte do ensino pré-universitário é organizado a nível municipal. Mesmo que muitas ou a maioria das escolas tenham sido iniciadas como escolas particulares, hoje apenas cerca de 3 por cento dos estudantes estão matriculados em escolas privadas (escolas principalmente com sede em Helsínquia), índice este menor que o verificado na Suécia e na maioria dos outros países desenvolvidos, indica o portal Wikipédia .
A pré-educação escolar é rara em comparação com outros países da União Europeia. A educação formal é geralmente iniciada aos 7 anos. A escola primária tem normalmente seis anos de duração, o ensino secundário menos de três anos, e a maioria das escolas são geridas por funcionários municipais. A participação é obrigatória entre as idades de 7 e 16 anos. Depois do ensino secundário inferior, o aluno poderá optar por trabalhar ou ir para escolas de comércio ou ginásios (ensino médio). Escolas de comércio preparam os alunos para as profissões.
A Finlândia é altamente produtiva em pesquisa científica. Em 2005, teve o quarto maior número de publicações científicas per capita dos países da OCDE  (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico). Ao todo, 1.801 patentes foram depositados em 2007, na Finlândia.

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