Política

Angola e Hungria assinam protocolo de entendimento

Angola e a Hungria assinam um memorando de entendimento no domínio da agricultura, no decurso de uma visita de trabalho de 24 horas que o ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio, Péter Szijjárto, efectua hoje a Luanda.

Ministro húngaro tem uma intensa actividade com encontros com ministros angolanos
Fotografia: DR

De acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores citado pela Angop, Péter Szijjárto deve ser recebido em audiência pelo Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa.
O chefe da diplomacia húngara tem agendado igualmente um encontro de trabalho com o secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Custódio Vieira Lopes, que, na ausência de Manuel Augusto, é o ministro em exercício. Os dois interlocutores vão analisar questões de interesse bilateral, mormente nos domínios do ensino, energia e águas, bem como no plano político-diplomático.
Na sequência do encontro entre as duas entidades, é assinado um memorando de entendimento entre o Instituto Superior de Relações Internacionais “Venâncio da Silva Moura” e o Instituto de Relações Internacionais do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Comércio da Hungria.
Durante a sua estada em Luanda, o ministro húngaro vai igualmente manter encontros de trabalho com o presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, com os ministros da Energia e Águas, João Baptista Borges, do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, bem como com a presidente da 3.ª Comissão do Parlamento, Josefina Pitra Diakité.
No quadro do reforço das relações bilaterais, Angola e Hungria assinaram no ano passado um acordo de cooperação económica, técnica e científica, na perspectiva da criação de um quadro conducente a uma colaboração mais abrangente e diversificada entre os dois países.
O referido instrumento jurídico foi rubricado em Budapeste, capital da Hungria, pelo então ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, e pelo seu homólogo húngaro, Péter Szijjárto.
Aspectos inerentes ao estabelecimento da cooperação parlamentar entre Angola e a Hungria dominou a audiência que o presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, concedeu em Junho do ano passado ao embaixador daquele país europeu, Zsolt Maris. O encontro versou sobre os passos conducentes para a concretização da intenção expressa por ambos os países no sentido de se restabelecer relações de cooperação entre os respectivos parlamentos.

Cooperação histórica
Relativamente à cooperação bilateral, Zsolt Maris disse, no final do encontro com Fernando da Piedade Dias dos Santos, que a Hungria viveu um período histórico que lhe permite transmitir muitas experiências a Angola no domínio político.
A Hungria é uma república parlamentar com um chefe de governo – o primeiro-ministro, que exerce o poder executivo, e um chefe de Estado – o Presidente, com funções principalmente de representação. A Hungria está dividida em 19 condados, a capital Budapeste e 23 cidades com direitos de condado. 

Sectores da economia
Em 2016, os principais sectores da economia húngara foram a indústria, com 27 por cento, o comércio grossista e retalhista e os serviços de transportes, alojamento e restauração (18,9 por cento), a administração pública, a defesa, a educação, a saúde e os serviços sociais (17,8 por cento).
Um total de 81 por cento das exportações húngaras destinam-se a outros países da União Europeia (Alemanha com 28 por cento, Roménia, Eslováquia, Áustria e Itália com cinco por cento cada). Das exportações para o exterior da União Europeia, três por cento destinam-se aos Estados Unidos e dois por cento à Turquia.
No que respeita às importações, 78 por cento provêm de países da União Europeia (Alemanha com 26 por cento, Áustria – 6,00 por cento, Polónia e Eslováquia – 5,00 por cento  cada). Das que provêm do exterior da União Europeia, destacam-se as importações da China (6,00 por cento) e as da Rússia (3,00 por cento).
A cooperação entre os dois países são tradicionais e a perspectiva é alargar em vários sectores que sejam mutuamente vantajosas para ambos os governos.

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