Política

Angola na cimeira da UA

O Ministério das Relações Exteriores  analisou na sexta-feira o processo de preparação da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo ou seus representantes da União Africana (UA), agendada para Janeiro, em Addis Abeba (Etiópia), durante uma reunião do conselho directivo orientado pelo ministro Manuel Augusto.

Reunião do conselho directivo do Ministério das Relações Exteriores avaliou as recentes deslocações do Presidente
Fotografia: DR

Via vídeoconferência com o embaixador de Angola na União Africana, Arcanjo do Nascimento, os membros do conselho directivo do Ministério das Relações Exteriores inteiraram-se da preparação da 29.ª Sessão Ordinária da Conferência de Chefes de Estado e de Governo da União Africana.
A 28.ª Sessão Ordinária da Conferência de Chefes de Estado e de Governo  da União Africana abordou o tema “Aproveitamento do dividendo demográfico, investindo na juventude”. Na cimeira de Janeiro último, os Estados-membros escolheram Alpha Condé, da Guiné, presidente da organização, no âmbito da rotatividade geográfica.
O evento contou com a presença do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, e do Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud-Abbas.
O encontro foi marcado pela realização de eleições para a presidência e vice-presidência da UA, bem como para os postos de comissários da organização.
O encontro analisou questões da actualidade africana, como a integração regional, o Plano Decenal no âmbito da implementação da Agenda 2063, a situação de Paz e Segurança no continente, situação no Médio Oriente, a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, análise do Orçamento, Direitos Humanos, Reformas Estruturais e a Arquitectura de Governação Africana.
Terrorismo, Extremismo Radical e a Resposta de África foi outro tema tratado na reunião. As acções da Al Shabaab, no Quénia, do Boko Haram, na Nigéria e países do Lago, do Chade e do Estado Islâmico na Líbia foram vistos como uma grande e séria ameaça à estabilidade do continente.

Apoio europeu


Os membros do conselho directivo do Ministério das Relações Exteriores analisaram o apoio que a União Europeia manifestou ao Presidente João Lourenço pelas reformas que tem estado a efectuar, tendo obtido dos parceiros europeus garantias de apoio económico para as respectivas reformas.
De acordo com o documento, os membros passaram em revista a participação de Angola na V Cimeira da União Africana-União Europeia, evento decorrido de 29 a 30 de Novembro, em Abidjan.
Angola esteve representada pelo Presidente da República, João Lourenço, que, à margem da reunião, manteve encontros com vários Chefes de Estado e de Governo como o Presidente da França, Emanuel Macron, a chanceler alemã Angela Merkel, com os primeiros-ministros da Bélgica, Charles Michel, da Itália, Paolo Gentiloni, e de Portugal, António Costa, com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e com o presidente do Parlamento Europeu, António Tajani.
“A participação de Angola na cimeira foi importante quer pelo número como pela qualidade dos contactos feitos na Cimeira”, de acordo com o comunicado de imprensa.

Bases firmes

O Ministério das Relações considera que o Acordo de Supressão de Vistos em passaportes ordinários com a África do Sul vai criar bases para um relacionamento económico mais alargado à nível da classe empresarial dos dois países.
O assunto foi analisado sexta-feira em Luanda, durante uma reunião do conselho directivo do Ministério das Relações Exteriores que serviu para proceder ao balanço da visita de Estado efectuada pelo Presidente da República, João Lourenço, à África do Sul, de 23 a 25 de Novembro último, e a participação de Angola na Cimeira União Africana - União Europeia.

Balanço positivo

Os membros do conselho directivo do Ministério das Relações Exteriores, de acordo com um comunicado da instituição, consideraram que a visita do Chefe de Estado angolano à África do Sul teve grande importância, porque permitiu alavancar as relações entre os dois países.
Os membros do conselho directivo do MIREX analisaram igualmente os últimos acontecimentos registados no Zimbabwe e a deslocação da primeira missão angolana de manutenção da paz na República do Lesotho. Uma força de 258 homens, que integra 164 militares angolanos, foi desdobrada no Lesotho, no quadro da missão de manutenção de paz da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Angola comanda as forças de manutenção de paz. O Lesotho vive uma situação de instabilidade após o assassinato em Setembro do comandante do exército, general Khoantle Motsomotso.

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