Política

Antigo director da Educação é acusado de peculato

Elautério Silipuleni | Ondjiva

O antigo director provincial de Educação, Ciência e Tecnologia do Cunene, Lúcio Ndinoiti, é acusado de desvio de fundos no valor de 236 milhões 945 mil e 891 e 68 cêntimos de kwanzas, durante a sua gestão, no período entre 2012 e 2017.

Lourenço José, presidente do Tribunal do Cunene
Fotografia: Angop


Segundo o juiz presidente do Tribunal Provincial do Cunene, Lourenço José, o acusado incorre nos crimes de peculato, abuso de confiança e branqueamento de capitais, cujo processo criminal, com nº217/20-D, corre trâmites no Tribunal de Comarca do Cuanhama.

O magistrado judicial disse, quinta-feira, estarem também implicados no mesmo processo os empresários Venâncio Pandjelenga, Cipriano Hifikepunye e Estevão Elias Hidulwa, acusados de abuso de confiança, pela cumplicidade no desvio dos mesmos fundos.

De acordo, ainda, com Lourenço José, no mesmo processo, o Ministério Público absteve-se de acusar outros oito réus que prestavam serviço à Direcção Provincial da Educação, por entender que a sua responsabilidade por incumprimento dos contratos é de natureza civil.

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O juiz presidente do Tribunal Provincial do Cunene confirmou, ao Jornal de Angola, a detenção, há uma semana, no centro prisional do Péú-Peú, do director da Emissora Provincial do Cunene do grupo Rádio Nacional de Angola, Conceição Bartolomeu, também acusado dos crimes de peculato e abuso de confiança.

Segundo a acusação, Conceição Bartolomeu terá desfalcado os cofres do Estado em 148 milhões de kwanzas, entre 2014 e 2019.
Loureço José informou, também, que correm tramites no Tribunal de Comarca do Cuanhama oito outros processos por crime de abuso de confiança, nos quais são visados alguns antigos gestores públicos que fizeram parte dos consulados dos antigos governadores António Didalelwa, Kundi Paihama e Vigílio Tyova.

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