Política

Apelo ao investimento americano

Adalberto Ceita | Washington

Angola conta com o contributo dos investidores norte-americanos para a realização de investimentos por existir muito por fazer e o país apresentar enormes oportunidades de negócio, afirmou ontem, em Washington, o ministro da Defesa Nacional.

Ministro da Defesa falou aos investidores das grandes potencialidades existentes em Angola e das acções levadas a cabo pelo Governo para criar um bom ambiente de negócios
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro-Washington

João Lourenço, que falava na abertura de uma mesa-redonda que reuniu congressistas, políticos, diplomatas, empresários e académicos dos dois países, lembrou que Angola vive uma situação de paz efectiva há cerca de 15 anos, sendo os últimos quatro anos assombrados por uma crise financeira.
“Nesses anos temos dedicado a nossa acção sobretudo à recuperação das principais infra-estruturas, nomeadamente estradas, pontes, caminhos-de-ferro, portos e aeroportos. Estamos preocupados com o aumento da produção e distribuição de energia eléctrica e de água, para que o empresariado privado possa cumprir com o seu papel de produzir riqueza”, disse.
João Lourenço informou que o esforço de recuperação das infra-estruturas reduziu o seu ritmo devido à crise provocada pela queda brusca do preço do petróleo, o principal produto de exportação do país. Neste contexto, disse que estão a ser criadas condições para a diversificação da economia, redução da dependência do petróleo e desenvolver outros ramos da economia, de modo a retomar o ritmo de crescimento. “Angola realiza eleições gerais a 23 de Agosto e esperamos que depois desta data o Executivo que sair do pleito trabalhe no sentido de aprofundar cada vez mais as relações de cooperação económica com o mundo, particularmente com os Estados Unidos da América”, disse o ministro da Defesa Nacional. Além de manifestar a intenção de atrair investidores norte-americanos para Angola, João Lourenço sublinhou que o país tem recursos abundantes que não têm sido suficientemente explorados e desenvolvidos.
Os investidores procuram países onde o ambiente político, social e de outra ordem são propícios para assegurar o retorno do investimento. “Vamos nos esforçar para criar um ambiente favorável ao investimento privado quer nacional ou estrangeiro.”
“Estamos a fazer referência à necessidade da defesa da boa governação no país, transparência na gestão dos recursos públicos e à corrupção, um mal que afecta seriamente a nossa economia”, disse, tendo reforçado que o combate a esse e outros  males constam do programa de governo do MPLA recentemente apresentado à sociedade.
A mesa-redonda, iniciativa do centro africano da organização filantrópica norte-americana “Atlantic Council”, teve como objectivo  fundamentalmente abordar o futuro das relações entre Angola e os Estados Unidos da América depois das eleições gerais de 23 de Agosto de 2017.
Em visita oficial de três dias aos Estados Unidos a convite do seu homólogo norte-americano, James Mattis, o ministro João Lourenço deixou ontem a cidade de Washington com destino à República de Cuba.

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