Política

Áreas livres de minas entregues ao governo

O traçado da futura linha de transporte de energia eléctrica da rede nacional de Mbanza Kongo, para o município fronteiriço do Nóqui, numa extensão de 129 quilómetros, está livre de minas, desde o mês de Novembro deste ano.

Remoção de minas nas linhas de transporte de energia
Fotografia: Weza Pascoal | Edições Novembro

A operação de desminagem deste itinerário, que envolveu efectivos das Forças Armadas Angolanas (FAA) em parceria com o Instituto Nacional de Desminagem (INAD), decorreu desde o mês de Setembro do ano em curso, tendo sido desactivados 113 engenhos explosivos não detonados de diversos calibres.
O  material letal recolhido, do qual constavam   71 munições diversas,  quatro  minas anti-pessoal, 17 morteiros de 82 e 60 milímetros, 10 granadas diversas, sete roquetes de RPG7, entre outros engenhos, foi destruído, na localidade de Mbanza Mpangu, município de Mbanza Kongo, cujo acto foi testemunhado pelo vice-governador do Zaire para o Sector Político, Económico e Social, António Félix Kialunguila.
Este é o quarto acto de destruição de engenhos explosivos não detonados realizado no presente ano, na província do Zaire, tendo o último decorrido no dia 11 de Novembro, no município do Cuimba, 62 quilómetros a nordeste da cidade de Mbanza Kongo.
O chefe do Instituto Na­cional de Desminagem no Zaire, Necreto Francisco, em declarações à imprensa, no final da actividade, disse que foram limpos sete milhões e 740 mil quilómetros quadrados.
No seu turno, o vice-governador avançou que o passo a seguir é a entrega, em Janeiro de 2018,  do certificado de avaliação da qualidade da desminagem à empreiteira chinesa que vai construir a linha de energia para permitir o arranque dos trabalhos. “Com a entrega desta linha acreditamos que, até finais do próximo ano, teremos todas as sede municipais electrificadas com energia da rede nacional”, disse.

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