Política

Associação de albinos defende censo nacional

A realização, nos próximos tempos, de um censo para que seja apurado o número exacto de cidadãos com albinismo no país consta das propostas feitas ontem, em Luanda, ao Vice-Presidente da República, pela Associação de Apoio aos Albinos de Angola.

Associação de albinos defende censo nacional
Fotografia: DR

“Não temos noção de quantos albinos existem no país. Nas seis províncias em que está implantada, a associação controla 600 albinos”, decla-rou à imprensa, a porta-voz da Associação, Benvinda Esperança, à saída do encontro com o Vice-Presidente da República, na Cidade Alta.

Entre as propostas apresentadas ao Vice-Presidente, para que sejam melhoradas as condições das pessoas com albinismo, destaque vai para as facilidades no acesso aos produtos cosméticos (sobretudo cremes para protecção da pele) e às consultas de dermatologia e oftalmologia.

Benvinda Esperança garantiu ter recebido de Bornito de Sousa uma reacção “muito positiva”, sobre todas as preocupações colocadas, salientando que o Estado deve prestar maior atenção aos albinos, para que estes não continuem a ser discriminados.

Numa outra audiência, o Vice-Presidente da Repúbli-ca recebeu o director-geral do grupo teatral Excesso de Cor, Anderson Manuel, com quem, também, abordou questões relacionadas com as causas da consciencialização da sociedade sobre o albinismo.

Em declarações à imprensa, Anderson Manuel defendeu que a luta pela consciencialização das pessoas em prol da defesa das pessoas albinas deve iniciar nas escolas primárias, com a realização de palestras e actividades teatrais.

Ainda ontem, o Vice-Presidente da República teve um encontro com o presidente do Movimento Pro-Albino, de quem também ouviu preocupações, que têm a ver, sobretudo, com a discriminação de que são vítimas os albinos, sempre que pretendem inscrever-se para o primeiro em-prego. Falou, também, de dificuldades no pagamento de consultas em hospitais e a aquisição de cremes.

Tempo

Multimédia