Política

Augusto Santos Silva participa na abertura da Bienal de Luanda

O ministro português dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, inicia quarta-feira uma visita de dois dias a Angola para participar na cerimónia de abertura da Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, que abre neste dia.

Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva
Fotografia: DR

Santos Silva é recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, para analisar a cooperação político-diplomática entre os dois países.
Augusto Santos Silva, segundo a Lusa, que cita fonte diplomática, deverá visitar, no mesmo dia, a Fortaleza de São Miguel e o Museu Nacional de História Natural, onde vai estar patente uma exposição sobre “Património Histórico de Origem Portuguesa no Mundo”.
A Bienal de Luanda, que se realiza de 18 a 22 de Setembro, é uma plataforma que visa desenvolver e consolidar uma cultura de paz e não-violência, desencadeando um movimento pan-africano que promova a diversidade cultural e a unidade africana. A Bienal de Luanda é um evento de partilha e troca de culturas, assim como de incentivo ao turismo cultural nacional e estrangeiro, que deve envolver a sociedade civil angolana para mostrar ao mundo o país nas suas mais variadas facetas.
“O nosso desejo é de que façamos da Cultura de Paz uma plataforma prática e consequente de promoção de valores, atitudes e comportamentos que reflictam e inspirem a interacção e a partilha social baseados nos princípios da liberdade, justiça e democracia, dos direitos humanos, da tolerância e da solidariedade e que rejeite a violência e previna conflitos, combatendo as suas causas profundas, por meio do diálogo e que garanta o pleno exercício de todos os direitos e a participação plena dos cidadãos no processo de desenvolvimento das sociedades”, segundo a ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, num artigo publicado no Jornal de Angola.
O conceito da Bienal está assente numa Aliança de Parceiros para a Cultura da Paz em África, enquanto plataforma para a mobilização de recursos e parceiros para apoiar a Bienal e desenvolver projectos e iniciativas de grande impacto.
A juventude, as mulheres e as crianças são alguns dos principais focos no quadro dos Fóruns de Reflexão da Bienal de Luanda. Estes espaços de debate de ideias poderão formular propostas e soluções para a melhoria dos índices de desenvolvimento humano e a consolidação dos valores culturais, da estabilidade e da paz no continente.
Angola acolhe a primeira edição da Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, em Luanda, um evento que visa enaltecer os valores da paz e da cidadania e materializar a aliança de povos em torno da cultura da paz. Sob o lema “Construir e preservar a paz: um movimento de vários actores”, a Bienal engaja o Estado Angolano, a UNESCO e a União Africana numa parceria que responde à Decisão n.º 558/18 de 2015, dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, que, alinhado com a estratégia operacional da UNESCO, designada como “Prioridade África”, visa a implementação de um plano de acção a favor de uma cultura de paz no continente africano.
A Bienal de Luanda visa desenvolver um Movimento Pan-africano para uma Cultura de Paz e Não-Violência, através do estabelecimento de parcerias envolvendo, entre outros, governos, sociedade civil, comunidade artística e científica, sector privado e organizações internacionais.
No quadro dos esforços para a implementação de um plano de acção a favor de uma cultura de paz em África, realizou-se em Março de 2013, em Luanda, o Fórum Pan-Africano “Fundamentos e Recursos para uma Cultura de Paz”, co-organizado pelo Estado angolano, a UNESCO e a União Africana.

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