Política

Autarquias fortalecem processo democrático

Filipe Eduardo

O líder da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Tocoístas) disse ontem, em Luanda, que as autarquias são importantes para o desenvolvimento e fortalecimento de uma verdadeira democracia em Angola.

Líder da Igreja Tocoísta D. Afonso falou à imprensa
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

D. Afonso Nunes, que fa-lava durante a conferência de imprensa para anunciar o programa das celebrações do 83.º aniversário da Epifania, a ter lugar na vila de Catete, sábado e domingo, explicou que quanto mais se concentra o poder, mais dificuldades há na realização das acções viradas para o desenvolvimento das comunidades.
A desconcentração, frisou, permite que o que pode ser feito em cinco anos, por exemplo, seja aprontado em apenas dois anos.
Para o líder tocoísta, quando as decisões e os investimentos são locais, há, por norma, a capacidade de realização das tarefas de forma eficiente, contrariamente ao que acontece quando as decisões vêm de longe e muitas vezes por responsáveis que nem sequer dominam a realidade da localidade em causa.
O líder tocoísta disse acreditar que com as autarquias muitas dificuldades que as comunidades vivem, tais como a falta de escolas, hospitais, estradas, energia eléctrica, vão ser ultrapassadas.
As prioridades da população, afirmou D. Afonso Nu-nes, são sobejamente conhe-
cidas e elas  circunscrevem-se a coisas básicas como a água potável, energia eléctrica,  hospitais e boas estradas que permitam o escoa-
mento de produtos agrícolas para as grandes superfícies comerciais.
“Não se pode pensar que nós, os cristãos, somos simples leitores da Bíblia Sagrada que anunciamos que Cristo virá numa determinada data.  Se não olharmos para as dificuldades dos nossos irmãos e nos preocuparmos somente com o céu, estamos a ser mercenários, pois que o pastor deve viver os problemas do seu povo e tem a obrigação de participar na resolução dos mesmos”, afirmou D. Afonso Nunes.

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