Política

Banca deve contrariar a falta de poupança

A secretária de Estado para o Orçamento e Investimento Público, Aia Gomes da Silva, exortou os bancos que operam no país a adoptarem mecanismos que permitam contrariar a inexistência da cultura de poupança em Angola, insuficiente para as necessidades de crédito.

Bancos devem incentivar a população a fazer poupança
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro


A posição foi assumida em Luanda, na abertura da conferência de apresentação da 12.ª edição da publicação Banca em Análise, promovida pela consultora internacional Deloitte.
“Tem-se verificado que a poupança interna não é suficientemente elástica para acolher as diferentes necessidades internas, incluindo do Estado”, apontou a governante, acrescentando que o assunto já tem sido abordado com as instituições financeiras angolanas. “Os bancos são os primeiros interessados em fomentar essa cultura de poupança desde tenra idade”, exortou Aia Gomes da Silva, falando directamente para os vários presidentes de bancos presentes no evento da Deloitte.
Segundo o levantamento anual da consultora, o crédito líquido a clientes em Angola aumentou 12 por cento entre 2015 e 2016, chegando, no conjunto dos bancos analisados, aos 3,062 biliões de kwanzas.
O peso dos depósitos em moeda nacional manteve a sua tendência de crescimento em 2016, em detrimento da moeda estrangeira, passando a representar 67 por cento dos depósitos totais, que somaram 7,043 biliões de kwanzas, um crescimento de 16 por cento face a 2015, ainda segundo o mesmo relatório.

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