Política

Bento Bembe defende um combate cerrado

Edna Dala |

O secretário de Estado dos Direitos Humanos, António Bento Bembe, afirmou ontem em Luanda que o tráfico de seres humanos é um fenómeno ultrajante que deve ser combatido com rigor.

Secretário de Estado dos Direitos Humanos António Bento Bembe
Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

Ao discursar na cerimónia de encerramento do seminário para formadores sobre o combate ao tráfico de seres humanos,  destinado a profissionais do sistema de justiça penal em Angola, Bento Bembe disse ser ultrajante o facto de alguém se aproveitar da situação de vulnerabilidade de outra pessoa, principalmente de mulheres e crianças, e com isso lucrar. Angola, segundo Bento Bembe, elegeu três frentes de acção para o combate do tráfico de seres humanos consubstanciados na prevenção do crime, protecção e atenção às vítimas e potenciais vítimas e, por último, a responsabilização dos autores.
Para a prevenção, o Estado angolano tem concebido campanhas que são veiculadas pelos órgãos de informação, distribuição de materiais informativos e a busca por parcerias para aumentar a consciência pública sobre o problema e os riscos que acompanham algumas promessas advindas do exterior. Bento Bembe frisou que em termos de responsabilização Angola procura fortalecer os sistemas de justiça para que os criminosos sejam julgados. Para o efeito, o Executivo está a trabalhar no sentido de aperfeiçoar a legislação.
O tráfico de seres humanos, disse, quer seja para a exploração sexual ou trabalho infantil, é um crime vergonhoso que atinge pelo menos 2,5 milhões de pessoas e movimenta 32 biliões de dólares por ano em todo o mundo.
O secretário de Estado dos Direitos Humanos sublinhou que a exploração sexual de mulheres é responsável por 80 por cento desses números.

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