Política

Biodiversidade na lista da Unesco

O secretário de Estado do Ambiente, Joaquim Manuel, disse, na terça-feira, em Luanda, estar-se a trabalhar para a inscrição de áreas do ecossistema angolano na lista do património da Organização das Nações Unidades para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Áreas do ecossistema podem constar na lista da Unesco
Fotografia: Edições Novembro

O responsável, que falava à imprensa à margem da conferência sobre biodiversidade, ressaltou que, em Outubro deste ano, especialistas da Unesco vêm a Angola para ajudar na escolha dos ecossistemas ou áreas naturais, para se começar a elaborar os modelos de inscrição das espécies.
Disse constar no processo o Delta do Okavango, cuja pretensão é alargar a área de conservação e protecção, para a interligação com a parte da República de Botswana, e a nascente dos rios Kubango e Cuito.
Em carteira, existe um projecto de investigação nas áreas não abrangidas nos últimos 10 anos, com a parceria de instituições que têm conhecimento de investigação na área de biodiversidade, sobretudo na parte da genética da flora e da fauna.
Explicou que o objectivo é aumentar as publicações já feitas sobre a biodiversidade angolana para a tomada de acções e decisões técnicas e políticas no âmbito da informação recolhida.

72 mil ocorrências

Setenta e dois mil registos de ocorrências de espécies de biodiversidade terrestre e marinha são publicados por instituições públicas angolanas, através do Sistema Global de Informação sobre Biodiversidade.
O Sistema Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF) é uma rede internacional de infra-estrutura de investigação financiada por Governos de todo o mundo, com o objectivo de dar a qualquer pessoa, em qualquer lugar, acesso aberto a dados sobre toda a vida na Terra.
A informação foi avançada, em Luanda, pela ministra do Ensino Superior, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, durante a conferência sobre Biodiversidade de Angola realizada pela Fundação Kissama. Actualmente, frisou, 28 por cento dos registos divulgados por insti-
tuições públicas angolanas estão disponíveis nesta plataforma.
De acordo com a ministra, os desequilíbrios e o continuado desenvolvimento do conhecimento e da tecnologia, bem como as transformações que a sociedade enfrenta, quer a nível nacional quer global, devem ser devidamente analisados, incluindo o impacto no ambiente e na biodiversidade.
O desequilíbrio manifesta-se através da degradação ambiental e no desaparecimento da biodiversidade, sendo que, através da investigação científica e do desenvolvimento tecnológico da inovação se poderá encontrar soluções que aproximem os objectivos do desenvolvimento sustentável.

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