Política

Blondin Beye interpretou a causa da paz em África

Edna Dala | Bamako

O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, reconheceu ontem, em Bamako, que Alioune Blondin Beye “entregou-se, de corpo e alma, à causa da paz, segurança e estabilidade, não apenas em Angola, mas em todo o continente africano”.

Cerimónia em Bamako honrou a memória do malogrado
Fotografia: Pedro Parente | Angop | Bamako

Bornito de Sousa, que discursava na cerimónia de homenagem ao 21º aniversário da morte do mediador do processo de paz angolano, considerou merecida a homenagem prestada ao “grande mediador”.
A homenagem decorreu na Escola de Manutenção da Paz “Alioune Blondin Beye”, em Bamako.
O Vice-Presidente sublinhou que o povo angolano tem uma grande estima e respeito pelo malogrado, uma figura que se destacou em Angola, em particular pelo dinamismo, perspicácia e exímias qualidades de diplomata.
Bornito de Sousa recordou que, na qualidade de representante do secretário-geral das Nações Unidas para as questões de paz e segurança em Angola, Alioune Blondin Beye exerceu as funções com total dedicação até à data da morte, que considerou "herói-ca", no cumprimento de mais uma das muitas missões com o propósito de contribuir para a busca da tranquilidade e harmonia entre os angolanos. Ladeado do Primeiro-Ministro Boubou Cossé, do presidente da Assembleia Nacional do Mali, Isaac Sidibé, e da viúva de Maître Beye, o Vice-Presi-dente considerou a homenagem como um gesto de grande valor simbólico para as relações de amizade e fraternidade entre os dois.
O encontro serviu também para o lançamento do livro “Alioune Blondin Beye, a paz em Angola, um longo rio tumultuoso”. Bornito de Sousa disse que a obra vai contribuir não apenas perenizar os feitos de Alioune Beye enquanto esposo, mas também para servir de fonte da qual as gerações poderão tirar lições.
Bornito de Sousa, que está, desde terça-feira, em Bamako, recordou que Angola celebrou recentemente 17 anos de paz e de reconciliação nacional e vive um momento novo na sua organização e relançamento da economia e consolidação das instituições democráticas. “Nada disso seria possível sem pessoas com a dimensão de Alioune Blondin Beye”, sublinhou.
O deputado da UNITA, Eugénio Manuvakola, que também interveio na cerimónia, referiu que o continente berço continua a enfrentar conflitos.
"Os africanos precisam aprender as lições dos recentes conflitos e dos processos de paz do qual Angola faz parte", salientou.
Sobre o processo de investigação ainda em curso sobre a morte de Alioune Blondin Beye, o deputado da UNITA, Eugénio Manuvakola, considerou o assunto antigo.

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