Política

Campanha da UNITA termina hoje na capital

Bernardino Manje e Lourenço Bule | Menongue

À semelhança do MPLA e da CASA-CE, a UNITA elegeu a maior praça eleitoral, Luanda, para encerrar a sua campanha.

Isaías Samakuva orienta hoje nos arredores de Luanda o último comício antes da votação
Fotografia: Lourenço Bule | Edições Novembro | Menongue

No acto, que decorre na manhã de hoje no largo da FILDA, no município do Cazenga, o candidato do partido a Presidente da República, Isaías Samakuva, apresenta os últimos argumentos para tentar convencer os eleitores ainda indecisos a votarem no número um do boletim de voto.
Durante toda a campanha, que a UNITA iniciou no dia 22 de Julho no município do Cacuaco, Isaías Samakuva apresentou as linhas essenciais do Governo Inclusivo e Participativo (GIP), que aquele partido pretende materializar em caso de vitória nas eleições desta quarta-feira. É a mesma mensagem que Samakuva deve passar hoje, no derradeiro acto político de massas da UNITA e no último dia dedicado à campanha das seis formações políticas concorrentes às eleições.
Ontem, no penúltimo acto, Samakuva esteve em Menongue, capital do Cuando Cubango, onde prometeu criar uma pensão de invalidez para as pessoas da terceira idade ou para os cidadãos que se tornaram inválidos por qualquer acidente.
Perante militantes, amigos e simpatizantes do seu partido presentes no Campo da Banca, em Menongue, o candidato ao Palácio Presidencial da Cidade Alta fez duras críticas ao actual governo, tendo-o comparado a um gerente que não conseguiu gerir uma loja. “As eleições são o tempo para fazer balanço. O gerente que levou a loja à falência deve ser demitido. Deve sair para descansar um pouco”, defendeu o político.
Samakuva garantiu que o seu partido tem um projecto para "tirar o povo do sofrimento e levá-lo à via do progresso e desenvolvimento". O candidato da UNITA prometeu igualmente mudanças na forma de pensar da sociedade angolana, acabar com o desemprego e melhorar a qualidade de ensino no país.
“Achamos importante mudar a cultura de discriminação e da divisão reinante na sociedade angolana. Quando chegamos a nos matar por causa de uma bandeira de um partido, é porque o país está doente”, considerou Samakuva, que, em caso de vitória eleitoral, prometeu ser Presidente de todos os angolanos.
O também líder da UNITA prometeu igualmente reduzir significativamente o índice de desemprego no país. Para ele, é preciso que as pessoas tenham um emprego para o sustento das suas famílias. “Onde não há emprego, a criminalidade aumenta”, exemplificou.
Samakuva também quer acabar com aquilo a que considera ser a cultura ou hábito de mandar. Segundo o candidato da UNITA, no governo do seu partido, quem vai mandar é o povo e não o dirigente, que é um mero servidor do povo. “O dirigente não pode estar sentado no seu gabinete, quando no hospital não há medicamentos”, defendeu.
O político aproveitou a ocasião para pedir à Comissão Nacional Eleitoral no sentido de credenciar os delegados de lista que ainda faltam por credenciar, para que todos os partidos possam fiscalizar as eleições.

Melhor ensino


Isaias Samakuva reiterou a aposta no Governo Inclusivo e Participativo (GIP), caso seja declarado vencedor das eleições gerais do dia 23 de Agosto e afirmou que a UNITA é a formação política com melhor programa de governação, capaz de acabar com o sofrimento dos angolanos e colocar o país no caminho do desenvolvimento. O candidato convidou os eleitores do Cuando Cubango para afluírem em massa às urnas. Na última etapa da sua campanha, Samakuva passou pelas províncias do Zaire, Cuanza-Sul, Benguela, Huambo, Bié e Cuando Cubango, em deslocações feitas por estrada.

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