Política

Candidaturas à liderança da UNITA são abertas hoje

Bernardino Manje

A formalização das candidaturas à presidência da UNITA começa hoje, dia 16, segundo o cronograma estabelecido pela comissão organizadora do XIII Congresso Ordinário do partido.

Militantes preparam o conclave que vai escolher quem governa o maior partido da oposição nos próximos cinco anos
Fotografia: Arimteia Baptista | Edições novembro | Lubango

A data limite para os aspirantes à liderança do maior partido da oposição apresentarem as suas candidaturas é o último dia deste mês. Os interessados têm, assim, duas semanas para apresentarem formalmente as suas pretensões. O novo presidente da UNITA é eleito durante o XIII Congresso Ordinário do partido, que se realiza entre os dias 13 e 15 de Novembro. 

Ruben Sicato, porta-voz da comissão organizadora do conclave, esclareceu, recentemente, que os candidatos devem reunir determinadas condições para concorrerem ao pleito. “Os membros que se querem candidatar vão ter de recolher 50 assinaturas em cada província e mil a nível da Comissão Política (órgão da UNITA equivalente a Comité Central)”, exemplificou.
Até ao momento, manifestaram já a intenção de concorrer à presidência do partido o deputado José Pedro Cachiungo e o actual presidente do grupo parlamentar, Adalberto Costa Júnior, que aguardavam apenas por este período para formalizar as suas pretensões. Além destes, é bem provável que surjam outros aspirantes ao cargo, numa altura em que parece certa a não recandidatura de Isaías Samakuva, que dirige o partido há 16 anos. Até ao dia 30 deste mês, vai-se saber se se confirmam as cogitações que apontam para a possibilidade das candidaturas do actual vice-presidente, Raul Danda, e dos generais Abílio Camalata Numa e Lukamba Paulo “Gato”, os dois últimos derrotados por Samakuva em congressos anteriores.
Crítico acérrimo do actual presidente, Camalata Numa tinha garantido que concorreria ao cadeirão máximo da UNITA caso Samakuva voltasse a apresentar a candidatura para um quinto mandato consecutivo. Com sinais que apontam para a saída de Samakuva, resta saber se Numa avança mesmo assim ou apoia um dos candidatos ao cargo. Com a saída do actual presidente, que venceu os quatro congressos da era pós-Savimbi (2003, 2007, 2011 e 2015), há a expectativa de que a disputa pela liderança do partido seja, no conclave de Novembro próximo, uma das mais renhidas na história do partido.
Mas o próximo Congresso da UNITA não servirá apenas para a eleição da nova direcção (presidente e Comissão Política). Os 1.150 delegados deverão, também, avaliar e redefinir - caso for necessário - a linha político-ideológica do partido. A aprovação e adopção da estratégia da UNITA e seus objectivos, a revisão dos estatutos, do programa maior e dos símbolos são outros assuntos agendados. Os congressistas deverão, igualmente, aprovar os relatórios sobre o funcionamento do partido, a serem apresentados pelos órgãos cessantes, bem como apreciar a actuação dos órgãos do partido.

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