Política

CASA-CE e UE abordam situação política interna

Edna Dala

O embaixador da União Europeia acreditado em Angola, Tomás Ulcny, abordou ontem, em Luanda, com o presidente da CASA-CE (Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral), Abel Chivukuvuku, questões sobre a situação política e económica do país, com ênfase para a acção dos cidadãos nacionais neste processo.

Delegações da CASA-CE e da UE reuniram na sede da coligação
Fotografia: Maria Augusta | Edições Novembro

No fim do encontro, o coordenador para os Assuntos Institucionais e Jurídicos da CASA-CE, Alexandre Sebastião André, disse que a União Europeia pretendia, com a visita à sede da coligação, constatar a realidade da formação política e as suas perspectivas em contribuir para o desenvolvimento do país.
Alexandre Sebastião An-dré admitiu a possibilidade de a coligação colaborar com o partido do Governo onde houver convergência sobre determinado assunto. “A coligação não está aí simplesmente como bloqueio. Para o bem do povo, podemos colaborar e criticar onde a actuação do Governo for contrária”, disse.
O político disse que o encontro foi solicitado pelo embaixador da União Europeia, que precisava de fazer contactos com as forças políticas do país, sobretudo com representatividade parlamentar.
Em relação à situação económica e social, o político frisou que foi feita uma abordagem real do país cuja população perdeu o poder de compra, mergulhando o país numa pobreza acentuada.
O político considera que não há esperança para, num curto espaço de tempo, melhorar as condições de vida da população a julgar pela desvalorização permanente da moeda nacional.
Alexandre Sebastião André disse que, durante o encontro, os representantes da Comissão da União Europeia apresentaram algumas alternativas para permitir uma aproximação entre a classe empresarial nacional e a europeia.

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