Política

Chefe de Estado promete mais hospitais pediátricos

João Dias

O Presidente da República, João Lourenço, prometeu, ontem, em Luanda, a construção de mais hospitais pediátricos no país, para dar resposta às necessidades na assistência médica e medicamentosa ao tratamento de crianças acometidas por diferentes doenças.

João Lourenço considerou que a unidade é um passo para a resolução dos problemas de saúde
Fotografia: Mota Ambrósio| Edições Novembro

Em declarações à imprensa, no termo da visita às novas instalações do Banco de Urgência e Hospital Dia do Hospital Pediátrico de Luanda, o Titular do Poder Executivo considerou que a “unidade representa um passo importante para a resolução dos problemas de saúde da população, em particular da nossa criança”. 

João Lourenço, embora não tivesse adiantado prazos e lugares, garantiu que o Governo vai replicar o novo complexo pediátrico de Luanda para noutras províncias. “O que temos de pensar é se será da mesma dimensão ou menor. O sector fará estudos e depois se verá, também em função das próprias capacidades financeiras”, acentuou.

O ideal, disse, é fazer mais unidades destas em todo o país. “Anunciei (recentemente) que outras unidades estavam a ser preparadas para atender o Covid-19 e referi-me especificamente a esta. A vida é dinâmica. Sentamo-nos com a senhora ministra (da Saúde) e concluímos que, ao invés de estas instalações ficarem dedicadas à luta contra o Covid-19, fossem adaptadas ao banco de urgência, internamento e unidade de cuidados intensivos do Hospital Pediátrico de Luanda”, esclareceu.

João Lourenço mostrou-se satisfeito com o facto de as empresas de construção civil terem feito a adaptação que se impunha em tempo recorde. “Quem conheceu o banco de urgência do pediátrico David Bernardino que compare o que era e o que é esta”, sugeriu. Mas, a satisfação deu lugar à preocupação, pois, para o Presidente da República, ter apenas uma unidade bem equipada desta dimensão em Luanda fará com que as crianças oriundas, não só dos diferentes municípios, mas também de outras províncias, acabem por superlotar a capacidade instalada e, com ela, o perigo de uma rápida degradação das mesmas.

Desconfinamento

Devido ao aumento de casos de Covid-19, João Lourenço admitiu o recuo no desconfinamento, caso a situação epidemiológica piore e recomenda prudência. “Nos outros países isto está a acontecer e, se nos descuidarmos, também pode acontecer em Angola”, considerou o Presidente, para quem o país “não é especial”.

“Pode ser diferente, dependendo sempre do nosso comportamento e atitudes. Se o desconfinamento for paulatino e responsável, se os cidadãos continuarem a usarem máscaras, lavar as mãos com frequência e manterem o distanciamento entre as pessoas, pode se fazer o desconfinamento sem que haja o grande risco de aumentar os casos positivos”, disse, insistindo que “tudo depende de nós”.

O Presidente da República fez, igualmente, um comentário sobre suposta existência, no país, de casos de contaminação comunitária pela Covid-19. João Lourenço lembrou que o anúncio da existência desses casos obedece a critérios, sobretudo os definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

 “Se, até aqui, as nossas autoridades sanitárias não anunciaram a existência de contaminação comunitária, significa dizer que a situação de Angola ainda não se enquadra nos critérios definidos pela OMS. Se acontecer - e quando vier acontecer - as autoridades hão-de anunciar”, garantiu.  O Presidente já tinha estado no Hospital Pediátrico, a 12 de Maio deste ano e a Primeira-Dama, a 29 de Novembro de 2019.

Tempo

Multimédia