Política

China reafirma o reforço da cooperação com Angola

Fonseca Bengui

A China manifestou ontem, em Luanda, a vontade de continuar a fortalecer a cooperação com Angola, que considera “parceiro estratégico.” A intenção foi manifestada pelo vice-presidente da Assembleia Popular da China, Wang Chen, que foi recebido, em audiência, pelo Presidente da República, João Lourenço.

Wang Chen manifestou optimismo quanto ao futuro do intercâmbio multilateral
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

“O vice-presidente da Assembleia Popular manifestou a vontade chinesa de continuar de mãos dadas com o nosso parceiro estratégico, que é Angola, para fortalecer ainda mais as nossas relações, apoiar as grandes empresas de uma e outra parte”, disse à imprensa, no final da audiência, o embaixador da China em Angola, Gong Tao.
O líder parlamentar chinês, que apresentou cumprimentos de Xi Jinping ao seu homólogo angolano, manifestou igualmente a vontade de continuar a cooperar com Angola nas áreas económica, trocas comerciais e na execução de projectos no domínio de créditos.
Segundo o diplomata, a parte chinesa está também determinada a reforçar o investimento bilateral acompanhando a diversificação económica do país, a fim de promover ainda mais as relações económicas para um novo patamar.
Questionado sobre quanto a China iria investir em novos projectos em Angola, o diplomata disse que os investimentos dependiam da iniciativa das empresas, de acordo com as regras do mercado. “Eu, enquanto embaixador, vou fazer o melhor possível para divulgar as oportunidades de investimento em Angola”, sublinhou o diplomata, adiantando que, de igual modo, o Governo angolano está a incrementar as acções para atracção de investimentos.
A este propósito, o diplomata anunciou a participação, na China, ainda este mês, de uma delegação angolana, a nível de ministros, na primeira edição da Exposição de Comércio e Investimento chino-africano.
O Presidente João Lourenço e o líder chinês, Xi Jinping, reuniram-se em duas ocasiões, no ano passado, na China, uma durante o Fó-rum China-África, e outra por altura da visita de Estado que João Lourenço efectuou àquele país.
“Os dois líderes tiveram ocasião para trocar impressões sobre as relações bilaterais, que são tradicionais, excelentes e encontram-se numa boa fase de desenvolvimento”, lembrou o diplomata chinês.
Na audiência de ontem, segundo Gong Tao, as duas partes manifestaram apoio ao multilateralismo, globalização, ao livre comércio e a oposição ao unilateralismo e ao proteccionismo.

Cooperação parlamentar

Na terça-feira, o vice-presidente da Assembleia Popular da China foi recebido no Parlamento pela primeira vice-presidente da Assembleia Nacional, Emília Carlota Dias.
O líder parlamentar chinês disse que “desde o estabelecimento das relações diplomáticas, as duas partes têm persistido na sinceridade e amizade, especialmente a partir da criação da Parceria Estratégica, em 2010.”
“Ao longo dos anos, a China já ofereceu a Angola recursos financeiros num valor superior a 50 mil milhões de dólares, apoiando na implementação de projectos (mais de 340) e na construção de infra-estruturas”, avançou o parlamentar.
De acordo com Wang Chen, citado pelo site da Assembleia Nacional, Angola é o segundo destino de investimento da China em África. As empresas chinesas, acrescentou, já investiram mais de 12 mil milhões de dólares norte-americanos.
Quanto ao intercâmbio parlamentar entre os dois países, o vice-presidente da Assembleia do Povo disse que as relações são satisfatórias, mas podem ser melhoradas, afirmando que o Comité Permanente da Assembleia Popular da China está disposto a reforçar a cooperação com o Parlamento angolano, em diversos domínios.
“O primeiro aspecto prende-se com o aprofundamento da confiança política mútua. Em seguida, criar um bom ambiente legislativo para uma relação com benefícios comuns e reforçar as trocas de experiências de governação”, disse Wang Chen.
A primeira vice-presidente da Assembleia Nacional, Emília Carlota Dias, disse que a visita do líder parlamentar chinês vem reforçar e relembrar o valor dos memorandos sobre o estado da cooperação entre os dois países e povos.
No mesmo dia, a delegação chinesa efectuou uma visita guiada às instalações da Assembleia Nacional.

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