Política

Chivukuvuku defende reformas profundas

Edna Dala

O político Abel Epalanga Chivukuvuku afirmou ontem, em Luanda, que o país deve passar por quatro grandes reformas para a construção de um país sólido e a garantia de melhores condições de vida dos cidadãos.

Fotografia: DR

O ex-presidente da CASA-CE, que discursava na primeira conferência regional Luanda-Bengo dos seus apoiantes, apontou como primeiro desafio a reforma da mentalidade e de predisposições psico-emocionais, na óptica de que são os próprios angolanos que devem construir o país.
Durante o encontro, que marcou o primeiro passo para a criação, em Agosto, da nova organização política de Chivukuvuku, o político evocou a reforma constitucional como o segundo desafio, enquanto o terceiro, disse, passa pela reforma do serviço público. “Hoje, não existe serviço público! Os governantes são trabalhadores tecnicamente a olhar para si e não para o país”, considerou. />Abel Chivukuvuku insistiu que enquanto não forem feitas essas reformas, não vai ser possível construir um país sólido. Afirmou que o actual partido no poder não está à altura de fazer essas reformas. “Enquanto não se fizer a transformação de valores e princípios na sociedade, perdurarão aqueles que hoje são implementados pelo regime no poder”, disse.
Afastado da liderança da CASA-CE em Fevereiro, alegadamente por quebra de confiança, Chivukuvuku afirmou, em finais de Maio, que voltaria à vida política com a criação, em três meses, de um novo partido, mas desta vez sem quaisquer compromissos e alianças partidárias.

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