Política

Combate à corrupção em Angola tem efeitos visíveis

O secretário de Estado da Justiça, Orlando Fernandes considerou, hoje em Luanda que os resultados do processo de combate à corrupção no país já "são visíveis", afirmando que em Angola " hoje é difícil alguém se apoderar dos bens públicos de forma leviana".

Secretário de Estado da Justiça, Orlando Fernandes
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

O governante falava a imprensa, à margem de um encontro sobre "Conhecimento, Partilha de Experiências e de Boas Práticas sobre a Prevenção e Luta contra à Corrupção, Branqueamento de Capitais e Crime Organizado", que decorre em Luanda, numa promoção do Instituto Nacional de Estudos Judiciários (INEJ) de Angola em parceria com Observatório Permanente da Justiça do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra de Portugal.

Para Orlando Fernandes, "há hoje um sentimento de que a prática de um tipo de ilícito pode não ficar impune”. “Não estamos a dizer que a corrupção vai acabar, o que se está a dizer é que as pessoas, a partir de agora, sabem que não vão ficar impunes", sublinhou , explicando que esta questão do combate à corrupção e da criminalidade organizada está na agenda do dia do Presidente da República .

Por seu lado, a coordenadora do CES, Conceição Gomes, valorizou o encontro que junta várias instituições públicas angolanas que actuam no combate à corrupção referindo que o objectivo é "fortalecer a cooperação para as melhores práticas de combate".

"Porque o combate à corrupção, ao branqueamento de capitais e crimes conexos exigem o aprofundamento, eficiência e eficácia dessa articulação entre várias instituições, daí que o objectivo desse encontro é fortalecer, encontrar estratégias, ver como é que se podem desenvolver melhores práticas", apontou.

O projecto PACED é financiado ao abrigo do Programa Regional entre a União Europeia e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste, co-financiado e executado pelo instituto Camões.

 

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