Política

Comissão para a Reconciliação conta com apoio de diplomatas

Leonel Kassana

A Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação Nacional em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos em Angola, entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002, reuniu-se, ontem, em Luanda, com representantes da União Europeia, União Africana e Embaixada dos Estados Unidos, de quem recebeu o “conforto e encorajamento necessários, para levar a bom termo e a expectativa de transmissão de experiências internacionais bem sucedidas neste domínio”.

Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz
Fotografia: DR

Segundo um comunicado distribuído à imprensa, na reunião “ficou vincada a ideia de espontaneidade e abertura ao diálogo entre todos os membros da comissão e outros intervenientes sociais para se resolverem problemas das mágoas do passado”. O encontro foi orientado pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz, coordenador da comissão, criada por Decreto Presidencial em 16 de Maio e serviu para pontualizar aos representantes da comunidade internacional, com quem Angola coopera em matéria de direitos humanos, sobre o trabalho desenvolvido, até agora, “para reparar espiritualmente os dados às vítimas dos conflitos políticos, no âmbito da reconciliação nacional”.
No âmbito do Plano de Acção, essa comissão tem, como “objectivos gerais”, a criação de uma plataforma de abordagem dos pendentes, passíveis de perigar a reconciliação, harmonia e reconstrução, eliminando factores que enfraqueçam as bases para a construção da paz e desenvolvimento sustentável.
Destaca-se, igualmente, a criação de mecanismos para um “diálogo convergente”, para alcançar a paz espiritual da sociedade, face a episódios de violência física e psicológica do “passado histórico”, que possam perturbar a coesão nacional. Francisco Queiroz ressaltou o espírito aberto com que têm decorrido os trabalhos da comissão.
O representante da União Africana, Inocêncio Palma, no encontro entre a Comissão com representantes de algumas missões diplomáticas e parceiros, mostrou-se animado com os passos em curso, para a efectiva harmonização espiritual entre os angolanos.

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