Política

Comissão propõe Luanda para construir o Memorial

A reunião entre a comissão criada para implementar o Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos e representantes das formações políticas e organizações da sociedade civil, realizada na sexta-feira, propós a cidade de Luanda como o local ideal para erguer o monumento.

Ministro Francisco Queiroz é o coordenador da comissão
Fotografia: DR

Os participantes consideraram a capital ser a mais recomendável, em função da afluência de visitantes e aprovaram, na generalidade, o programa de emissão das certidões de óbito e solicitaram à Direcção Nacional dos Registos e do Notariado para produzir os projectos de Despacho Presidencial e de Decreto Presidencial proposto, para posterior apreciação na especialidade pela Comissão, tendo em conta as contribuições avançadas na reunião.
Além disso, foi aprovado o Programa da Juventude e Desportos, com a recomendação de ser enriquecido com propostas da Comissão quanto à inclusão de artistas plásticos e o envolvimento dos desportistas durante as competições nas várias modalidades, a exemplo do que aconteceu na campanha “Paternidade Responsável”, do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos.
A Comissão tomou co-nhecimento do desenvolvimento do Programa de Comunicação Institucional e recomendou a utilização das 14 línguas que a Rádio Nacional de Angola utiliza na comunicação, para divulgar e envolver toda a sociedade em torno do plano de reconciliação.
Na reunião, a comissão criada para implementar o Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos analisou ainda a logomarca e o programa cultural. Coordenada pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz, a comissão avaliou, igualmente, o plano de acção apresentado no Palácio da Justiça no dia 27 de Agosto, em Luanda.
Um comunicado do Mi-nistério da Justiça e dos Direitos Humanos indica que estiveram na reunião representantes das formações políticas MPLA, Casa-CE, FNLA, além de organizações como a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Mãos Livres, Ordem dos Médicos, Conselho Nacional da Juventude, Liga Africana, UNAP, Lardef e ADRA.
Na reunião, na qual participaram igualmente re-presentantes dos Ministérios da Defesa Nacional, Interior, Saúde, Juventude e Desportos, Cultura, entre outras entidades, foi recomendada a inclusão das universidades entre as instituições a consultar para a concretização dos programas da Comissão, a tradução para as línguas nacionais do Plano de Acção e dos principais documentos produzidos e divulgá-los.

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