Política

Destacada militância de Arminda de Faria

Garrido Fragoso

A antiga ministra dos Petróleos, Albina Assis, destacou a militância ininterrupta de Arminda Correia de Faria de 1950 a 1976, altura em que cessou as funções de responsável nacional da OMA, cargo que lhe havia sido designado em 1974 pelo antigo presidente do MPLA, Agostinho Neto.

Albina Assis
Fotografia: DR

Albina Assis falava numa cerimónia em homenagem ao centenário da humanista e nacionalista Arminda Correia de Faria, no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda, pela participação na luta clandestina de libertação nacional.

Na cerimónia foi igualmente lançado o livro “Canção da Madrugada”, da autoria do marido da nacionalista, Horácio Brás da Silva.
Na presença da Primeira Dama da República, Ana Dias Lourenço, do Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, de nacionalistas, escritores, políticos e familiares, o cónego Apolónio Graciano apresentou a obra de pensamentos escritos em versos por Horácio Brás da Silva, esposo da nacionalista.
Horácio Brás da Silva escreveu a obra consultando bibliografias como de António Agostinho Neto e do escritor, professor e conferencista Joseph Murphy, conhecido no mundo inteiro por seus “best sellers” de alto valor espiritual.
Arminda Correia de Faria deixou, a seu pedido, a direcção da Organização da Mulher Angolana (OMA) para assegurar os bancos de sangue do país, devido à fuga massiva de quadros na altura.
Segundo o autor, a obra, com 70 páginas, visa globalizar a humanidade através do estudo e reflexão sobre o pensamento, que na sua opinião emana da necessidade do ser evoluir e expandir os conhecimentos.
Arminda Correia de Faria nasceu a 6 de Novembro de 1919, em Luanda, e morreu em Outubro de 2016. Era filha de pai português e de mãe angolana. Estudou até a 6ª classe e era enfermeira de profissão.

 

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