Política

Dez milhões de alunos no início do ano lectivo

Bernardo Capita | Cabinda

O ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República procedeu ontem, em Cabinda, à abertura do novo ano lectivo, que vai contar com cerca de dez milhões de alunos matriculados em diferentes subsistemas de ensino em todo o país.

Fotografia: Agostinho Narciso | Edições Novembro

Frederico Cardoso, que discursava em representa-ção do Presidente da República, João Lourenço, afirmou que, para o presente ano lectivo,  foram disponibilizadas 2.543.176 vagas para o ensi-no primário e secundário, enquanto ao nível de creches e jardins infantis, foram preenchidos 930 mil lugares.
O Executivo, disse o mi-nistro, colocou à disposição do Ministério da Educação 2.016 novas salas de aula e reforçou a capacidade do-cente com cerca de 20 mil novos professores, admitidos através do concurso público no ano passado.
O ministro de Estado e Che-fe da Casa Civil do Presidente da República afirmou que a Educação ocupa um lugar prioritário na agenda política do Executivo daí que, reforçou, “tudo tem estado a fazer no sentido de dignificar a classe do professorado”. Para sustentar as suas declarações, Frederico Cardoso destacou o Estatuto dos Agentes da Educação e o Programa Nacional de Formação e Gestão do Pessoal Docente, aprovados a 3 de Julho e 3 de Setembro do ano passado, respectivamente.
Frederico Cardoso disse tratarem-se de dois instrumentos que demonstram o empenho do Executivo na busca de soluções tendentes a aferir uma melhor qualidade, quer profissional quer da vida dos professores.
O governante reconheceu, entretanto, serem enormes os desafios que se afiguram para os agentes da educação, mas deixou claro a plena disposição do Executivo em tudo fazer para que, gradualmente, sejam ultrapassadas tais dificuldades, para que, até 2022, “não tenhamos crianças fora do sistema de ensino”.
Por seu turno, a ministra da Educação, Maria Cândida Teixeira, defendeu que o sistema de ensino no país promova o desenvolvimento humano, como base numa educação e aprendizagem ao longo da vida para todos os indivíduos.
Com a promoção do desenvolvimento humano, disse a ministra, o sector estará a contribuir no aumento da qualidade de ensino, ajudar de forma mais efectiva para o empreendedorismo e o desenvolvimento científico, técnico e tecnológico de todos os sectores da vida nacional.
Cândida Teixeira chamou atenção aos agentes da educação sobre a necessidade da interacção que deve existir entre o professor e o aluno, privilegiando o diálogo, para que possa existir um processo de intercâmbio capaz de propiciar a construção de conhecimentos sólidos.
“Para haver um processo de intercâmbio que propicie a construção de conhecimentos é preciso que a relação professor aluno, tenha como base o diálogo” disse a ministra, para quem a principal meta do sector é a formação de professores para que esses sejam capazes de corresponder com as exigências que o país pretende alcançar a curto médio e longo prazos.

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