Política

Diplomata apela ao debate sobre fluxo ilegal de armas

O embaixador de Angola na Etiópia e representante permanente junto da União Africana e da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Francisco da Cruz, apelou ontem ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana, para ter como preocupação permanente, na sua agenda, o fluxo ilegal de armas no continente.

embaixador de Angola na Etiópia, Francisco da Cruz
Fotografia: Angop

O diplomata falava na sede da União Africana, em Addis-Abeba (Etiópia), durante uma Sessão Aberta do Conselho de Paz e Segurança, dedicada ao Fluxo Ilícito de Armas de Pequeno Porte em África.
O diplomata lembrou que o comércio ilegal de armas fomenta a violência, cria instabilidade e mina a segurança dos países, pondo em causa o seu desenvolvimento e o Estado de Direito.
Referiu que os conflitos em África continuam a ser fomentados pela venda ilegal de armas, alimentada pelo tráfico de drogas e pela exploração clandestina de recursos minerais. “O fluxo de armas ilícitas ameaça processos de paz e de reconciliação nacional em vários países do continente africano, pondo em causa o roteiro principal da União Africana sobre os passos práticos com vista a silenciar as armas até 2020", afirmou.
Neste contexto, acrescentou, o sucesso das iniciativas e esforços a nível da União Africana para a erradicação do comércio ilegal de armas requer um forte compromisso internacional, incluindo a nível das Nações Unidas, mas, sobretudo, por parte das nações que produzem e fornecem tais armas.
“As autoridades angolanas continuam profundamente preocupadas com esta questão, devido ao impacto negativo na segurança e estabilidade dos países, especialmente, em África”, referiu. Acrescentou que em Angola o combate à proliferação de armas é uma preocupação da agenda do Governo.

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