Política

Direcção combate crimes de corrupção

O Presidente João Lourenço criou este mês a Direcção de Combate aos Crimes de Corrupção, que passará a centralizar a investigação deste tipo de casos.

Nova direcção fica na dependência do Ministério do Interior
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

O novo organismo, criado por Decreto Presidencial nº 78/18, de 15 de Março, vai funcionar como um serviço executivo central do Serviço de Investigação Criminal (SIC), órgão policial na dependência directa do Ministério do Interior.
O combate à corrupção e a práticas lesivas do interesse público têm sido a tónica do discurso de João Lourenço, desde a investidura como terceiro chefe de Estado na história de Angola, em Setembro passado.
“Ninguém é suficientemente rico que não possa ser punido, ninguém é pobre demais que não possa ser protegido”, foi um dos mais sonantes avisos que o novo Chefe de Estado deixou ao tomar posse, a 26 de Setembro de 2017.
Na mesma intervenção, João Lourenço prometeu que o combate ao crime económico e à corrupção seria uma “importante frente de luta” e a “ter seriamente em conta” neste mandato.
Em Dezembro passado, o sub-procurador-geral da República de Angola João Coelho defendeu a criação de uma alta entidade de combate à corrupção, com o objectivo de dar uma “outra visão, dimensão” a esta tarefa.
João Coelho referiu que a direcção nacional de Combate à Corrupção da Procuradoria-Geral da República funciona com apenas quatro magistrados e este trabalho não pode ser feito com este número ínfimo de pessoas. “Não se combate a corrupção com apenas quatro magistrados. Uma estrutura maior, com uma direcção grande, onde estariam procuradores, eventualmente, e peritos de contabilidade, serviços de inteligência, com algum poder, poderiam efectivamente dar uma outra visão, dimensão ao combate à corrupção no nosso país”, explicou João Coelho.
Neste momento, vários casos de corrupção estão a ser investigados na Direcção Nacional de Acção Penal da Procuradoria Geral da República. A direcção ligada ao Ministério do Interior poderá ser um elemento de suporte ao trabalho da PGR.

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