Política

Eleitas candidatas da OMA ao Comité Central do MPLA

Edna Mussalo

A Organização da Mulher Angolana (OMA) elegeu, segunda-feira, em Luanda, dez candidatas a membros do Comité Central do MPLA. A eleição decorreu durante a VI reunião ordinária do Comité Nacional da OMA, cujo acto de abertura foi orientado pelo secretário -geral do Partido, Álvaro de Boavida Neto.

Fotografia: DR

As dez candidatas eleitas são Amélia Alexandra, Maria Alfredo, Maria António, Emiliana Nhengo, Maria Fonseca, Muteka Mbuntu, Maria Baza, Djamila dos Santos, Joana dos Santos e Divua Vasconcelos. A lista foi eleita por 151 votos, correspondente a 80 por cento dos membros presentes na reunião.
No discurso de abertura, o secretário-geral do MPLA realçou o valor da mulher na transformação e desenvolvimento do país. O dirigente do partido maioritário exaltou o nível de organização da OMA.
Boavida Neto exortou as delegadas ao VII Congresso Extraordinário do MPLA a reafirmar a liderança do presidente João Lourenço, e a necessidade de equilíbrio de género.
A secretária-geral do MPLA, Luzia Inglês, mostrou-se satisfeita com a eleição das dez candidatas e reconheceu a importância de uma reflexão mais profunda sobre as questões do novo desafio com que se deparam actualmente as mulheres angolanas.
Entre os vários problemas que afectam as mulheres, Luzia Inglês destacou o sistema de protecção social, o acesso aos serviços públicos e às infra-estruturas. “Só assim podemos fazer uma análise e avaliação do caminho percorrido, as dificuldades subjacentes e os desa-
fios que ainda se colocam, para a igualdade de género e o empoderamento da mulher”, defendeu.
A dirigente exortou ainda a mulher a despertar a sociedade sobre a importância da moralização e consciencialização das famílias, na luta contra a violência, a não discriminação, respeito e protecção dos direitos humanos e liberdades fundamentais, nos domínios político, económico, social e cultural.
Na reunião foram analisados os relatórios e discutidos alguns problemas apresentados pelas secretárias provinciais da OMA. O reduzido cumprimento do pagamento de quotas é uma das questões que preocupam a organização.

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