Política

Esclarecida morte de Lucas Chivukuvuku

João Dias

O procurador-geral adjunto da República Mota Liz es-clareceu ontem, em Luan-da, que o funcionário daquele órgão, Lucas Chivukuvuku, morreu em consequência de um acidente de viação, ocorrido por volta das 20h00, do dia 5, quando o táxi colectivo em que seguia, despistou-se e capotou na ponte defronte à Unidade Operativa de Luanda.

Procurador-geral adjunto Mota Liz chamou a imprensa para esclarecer os factos
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

Numa conferência de imprensa, realizada pela PGR para esclarecer as circunstâncias da morte do funcionário, Mota Liz sublinhou que “toda a investigação efectuada deixa claro que a morte decorreu, pura e simplesmente, de um acidente de viação, o que exclui as dúvidas que ainda se colocavam sobre a causa da morte”.
Para o magistrado, a combinação de toda a in-formação disponibilizada, que passa pelo acidente reportado pela Polícia Nacional, audição de pessoas envolvidas no acidente, reconhecimento de imagens captadas no local e as roupas do funcionário, foi conclusivo que se tratava da mesma pessoa que morreu no acidente, na ponte defronte à Unidade Operativa.
Mota Liz afastou a hipótese de homicídio voluntário relacionado com as funções que exercia. “No nosso comunicado, já descartámos esta hipótese e voltamos a afirmar que o nosso funcionário não tinha funções relevantes de comando ou de investigação de processos complexos. Era um funcionário com funções auxiliares de secretaria e prestava bem o seu serviço”, disse.
O magistrado sublinhou que o funcionário não ti-nha competências para bloquear contas, realçando que a Procuradoria-Geral da República (PGR) tem duas direcções que cuidam destas matérias, a Direcção Nacional de Prevenção e Combate à Corrupção e a Direcção Nacional de In-vestigação e Acção Penal.
“Apenas na Direcção de Investigação e Acção Penal, os procuradores assumem directamente a investigação, auxiliados por oficiais requisitados da Polícia Na-cional”, disse Mota Liz, afirmando que não faz sentido um funcionário dos serviços administrativos e da secretaria assumir responsabilidades em processos de investigação complexa. Mota Liz descarta, igualmente, qualquer perseguição a funcionários da PGR, pelo crime organizado.

Resultados da autópsia
Mota Liz lembrou que a autópsia recomendou in-vestigação complementar para determinar as causas da morte, embora adiantasse traumatismo craniano. “A autópsia é um meio de prova, mas não de prova absoluta”, disse, sublinhando tratar-se de um elemento que dá referências complementadas com ou-tros meios de prova, como a testemunhal”, sublinhou o magistrado.
Uma leitura à autópsia indica que a morte foi “violenta, devido ao traumatismo crânio-facial severo, com fracturas da base do crânio e contusão encefálica severa, sendo causa directa da morte a lesão dos centros nervosos vitais”.

Tempo

Multimédia