Política

Especialista recomenda cautelas na desminagem

O chefe de operações da Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH), brigadeiro Leonardo Sapalo, esclareceu, no município do Cuito Cuanavale (Cuando Cubango) que o processo de desminagem requer cuidados, porque as minas foram colocadas desde a luta de libertação nacional e com maior intensidade ao longo do conflito armado.

Operadores em trabalho de campo numa área minada
Fotografia: Eduardo Cunha | Edições Novembro

Isto, acrescentou, constitui por si só um grande desafio que deve continuar a se desenvolver no que toca a tecnologias de pesquisa e mapeamento para se ter a catalogação das áreas suspeitas com engenhos explosivos.
Neste momento, frisou, o que mais preocupa a CNIDAH é a instituição ter a capacidade interventiva.  “O que significa dizer que temos que ter a logística necessária para acomodar os técnicos nos locais de desminagem e por via disto se cumprir as missões”, disse.
Leonardo Sapalo realçou que actualmente a Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistência Humanitária conta com cerca de quatro mil sapadores que estão distribuídos em todo o território nacional.
“Apesar do número reduzido de sapadores, mas o que precisamos neste momento é acomodar primeiro os existentes e que estão engajados efectivamente no processo de desminagem a nível do país e do Cuando Cubango em particular, sobretudo na retirada de minas nas vias de acesso”, defendeu.

Tempo

Multimédia