Política

Estabilidade condiciona exploração de bauxite

O Chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, agradeceu o convite do seu homólogo angolano para a cerimónia de tomada de posse do Presidente da República eleito, João Lourenço.

Embaixador de Angola na Guiné-Bissau entrega o convite
Fotografia: Edições Novembro

O convite foi entregue pelo embaixador de Angola na Guiné-Bissau, Daniel António Rosa. O Presidente José Mário Vaz expressou disponibilidade para participar da referida cerimónia, considerando que servirá também de impulso à parceria especial entre os dois países.
O Presidente da Guiné-Bissau referenciou a coincidência de o Presidente eleito de Angola ter testemunhado a sua tomada de posse como Presidente da República da Guiné-Bissau, o Presidente José Mário Vaz fez votos de sucessos a João Lourenço no exercício das novas funções. Na audiência, os dois interlocutores analisaram a situação interna da Guiné-Bissau, país que conhece instabilidade política desde a demissão do Governo do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, decorrente de desentendimentos com o Presidente da República.
Daniel Rosa informou ao Presidente José Mário Vaz ser interesse das autoridades angolanas, particularmente do Presidente José Eduardo dos Santos, ver ultrapassada a actual crise que a cada dia tem influenciado negativamente na vida económica e social do país. “O Presidente da República tem interesse em saber da evolução da situação política na Guiné-Bissau”, informou, adiantando que a ida a Luanda do Presidente José Mário Vaz será oportunidade para abordagem da situação e busca de possíveis soluções da crise.

Exploração de Bauxite
Daniel Rosa afirmou que Angola aguarda que haja estabilidade política para retomar os projectos de cooperação com o Governo guineense, entre os quais o da exploração das minas de bauxite.
Angola tem estado em contacto com as autoridades da Guiné-Bissau, \"mas aguarda que haja estabilidade política\" na Guiné-Bissau para retomar os projectos, nomeadamente o de exploração de bauxite guineense, disse o embaixador.
Segundo o diplomata angolano, o projecto de exploração de bauxite está orçado em mais de mil milhões de dólares. “O bauxite é um dos dossiês que temos com a Guiné-Bissau e acreditamos que não vai morrer, mas depende da estabilidade política na Guiné-Bissau”, disse.
A cooperação foi suspensa na sequência do golpe militar de 12 de Abril de 2012, que levou a saída forçada do contingente do exército angolano da Guiné-Bissau.

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