Política

Estabilidade no preço do pão

Leonel Kassana |

O ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, inaugurou ontem em Luanda, em representação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, uma moagem com capacidade para 930 toneladas de farinha de trigo e 260 de farelo por dia.

A nova unidade industrial criou 150 novos postos de trabalho e vai contribuir para o aumento da produção de farinha de trigo e estabilizar o preço do pão no mercado
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

A nova unidade industrial fica no terminal da Multiterminais, nas instalações do Porto de Luanda, e pertence a um consórcio angolano denominado Grandes Moagens de Angola (GMA) que se propõe cobrir 60 por cento das necessidades de farinha de trigo do país.
A moageira surge numa altura em que o Executivo aposta no relançamento da produção de bens de primeira necessidade em larga escala, com a criação de incentivos fiscais a empresários e disponibilização de divisas para a importação de equipamentos e matérias-primas.
Com flexibilidade necessária para produzir farinhas de diferentes variedades, segundo as necessidades do mercado, a empresa já recebeu o primeiro carregamento de trigo a granel.
O trigo em grão é importado directamente dos principais produtores mundiais como o Canadá, França, Alemanha, EUA, Cazaquistão e Austrália, o que garante disponibilidade para manter o funcionamento ininterrupto da moageira. Os promotores do investimento esperam colocar no mercado produtos de qualidade superior aos importados, com recurso à mais alta tecnologia na unidade industrial e à selecção das matérias-primas.
A abertura dessa unidade, que criou 150 empregos, acontece num momento em que se multiplicam diversas iniciativas empresariais em províncias como Huambo, Bié, Huíla, Malanje, Moxico e outras para a produção de trigo em grande escala.
Dados do Conselho Nacional de Carregadores indicam que o país aplicou, em 2014, cerca de 250 milhões de dólares na importação de 570 mil toneladas de farinha de trigo. Em 2015 foram empregues 320 milhões de dólares na importação de 510 mil toneladas, enquanto no ano transacto as importações estiveram próximo das 500 mil toneladas, com custos na ordem de 300 milhões de dólares. Dados oficiais indicam que o consumo anual de farinha de trigo em Angola situa-se à volta de 650 mil toneladas. Nos últimos três anos registou uma ligeira queda devido à situação macroeconómica do país.
O Conselho Nacional de Carregadores estima que em 2020 as necessidades anuais de farinha de trigo no país subam para 730 mil toneladas.

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