Política

EUA manifesta apoio às mudanças no país

Faustino Henrique |

Os Estados Unidos consideram as mudanças efectuadas pelo Governo angolano, liderado pelo Presidente João Lourenço, como um marco importante no caminho para a abertura,  transparência e o combate à corrupção.

Administração norte-americano elogia abertura do governo
Fotografia: AFP |

A afirmação foi feita ontem pelo subsecretário de Estado adjunto interino para os Assuntos Africanos, Donald Yamamoto, durante uma audio-conferência a partir de Washington.
O diplomata, que fazia o balanço da recente visita que efectuou ao Quénia, Somália, Etiópia e Ruanda, lembrou que Angola faz parte de um grupo de três países com os quais os  Estados Unidos estabeleceram acordos de Parceria Estratégica.
“Os Estados Unidos vão continuar a privilegiar a parceria estratégica e o diálogo contínuo com as autoridades angolanas”, garantiu Donald Yamamoto, que considerou importantes, inclusive para toda a sub-região, as mudanças recentes ocorridas no país desde as eleições de 23 de Agosto. O alto funcionário do Departamento de Estado disse que os Estados Unidos encorajam os esforços que Angola faz e esperam que o curso dos acontecimentos políticos no país sirva como exemplo para países da sub-região como a República Democrática do Congo (RDC) e o Zimbabwe.
Donald Yamamoto assegurou que os Estados Unidos vão trabalhar para ajudar aqueles dois países da SADC, a RDC e o Zimbabwe, a realizar, no próximo ano, eleições democráticas, transparentes e justas. 
 
Presença militar em África
Donald Yamamoto disse que o seu país considera os países africanos em geral como parceiros e vai procurar reforçar os laços de parceria e cooperação tendo em conta as vantagens mútuas.
O diplomata desmentiu informações sobre a suposta militarização do continente, com a  presença de tropas americanas em determinados países, defendendo uma cooperação que contribua para promover os processos democráticos, a segurança e o combate ao terrorismo.
Para o governante, a paz e a estabilidade em África são também do interesse dos Estados Unidos, que encaram aqueles dois pressupostos como factores vitais para reforçar os laços políticos, económicos e comerciais.

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