Política

Ex-militares do ELNA sobrevivem sem pensão

João Dias

Ao todo, 27.180 ex-militares do antigo Exército de Libertação Nacional de Angola (ELNA), antigo braço armado da FNLA, precisam ver a  sua situação de pensão e outros benefícios regularizados, revelou ontem, em Luanda, o presidente do partido, Lucas Ngonda.

Lucas Ngonda recebido no Palácio Presidencial
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

O político fez essa revelação à saída de uma audiência que lhe foi concedida pelo Chefe de Estado, João Lourenço, no Palácio da Cidade Alta. No encontro, o líder da FNLA apresentou questões que considera prementes para os antigos combatentes e veteranos da Pátria, com realce para as relacionadas com pensões, patenteamento e a restituição de bens, à semelhança do que ocorreu, recentemente, com ex-militares das extintas FAPLA e FALA.
Face ao que chama de novo paradigma de governação, proposto pelo Presidente da República, o também deputado espera que esta questão tenha o merecido acolhimento e solução que se impõe “para aqueles que se bateram pelo país”.
“Entendemos que devíamos ter esta audiência para reflectirmos juntos sobre este tipo de questões. Neste momento, a FNLA tem o controlo efectivo de 27.180 militares. Alguns deram entrada da documentação no Ministério dos Antigos Combatentes, mas verificamos que nada andou”, reclamou.
Lucas Ngonda afirmou que todos aqueles que participaram na luta de libertação estão graduados como generais, excepto os antigos militares do extinto braço armado da FNLA. Estes disse, nunca chegaram a ser contemplados. "Eles não têm culpa se a direcção política do partido em que sempre pertenceram não foi a tempo de abordar estas questões de forma incisiva para que se encontrasse uma solução”, considerou.
Para Lucas Ngonda, 23 mil kwanzas de pensão “não dá para fazer absolutamente nada” e, por isso, defende que o Governo reveja a situação.

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