Política

Ex-militares reforçam a Polícia

Luisa Victoriano | Malanje

Um total de 300 militares desmobilizados das Forças Armadas Angolanas (FAA) reforçaram a partir de ontem, na cidade de Malanje, nas fileiras da Polícia Nacional, em acto presidido pelo governador de Malanje, Norberto dos Santos “ Kwata Kanawa”, que decorreu na Unidade da Polícia de Intervenção Rápida (UPIP).

Alguns jovens que pertenceram às Forças Armadas Angolanas e que a partir de agora passam a integrar a Polícia
Fotografia: Eduardo Cunha | Edições Novembro-Malanje

Ao intervir no acto, o governador disse que a transição dos efectivos da Forças Armadas Angolanas para a Polícia Nacional, para além de reforçar o quadro orgânico da corporação, vai contribuir no combate à criminalidade.
Norberto dos Santos recomendou aos novos efectivos da Polícia Nacional prontidão, responsabilidade, maior dedicação nas tarefas incumbidas pelos seus superiores hierárquicos, bem como defender o património público e privado de maneira a cumprir cabalmente a missão que lhes é atribuída. “Devem trabalhar para defender, em primeira instância, o povo, interagindo com os cidadãos para saber as suas preocupações e contribuir para melhor desempenhar as suas funções e principalmente nas acções de policiamento, visando garantir tranquilidade pública dos cidadãos”.
Os recém-enquadrados, frisou, vão beneficiar, dentro dos próximos dias, de uma formação básica policial, com duração de 45 dias, onde vão receber conhecimentos relacionados com os princípios basilares da disciplina policial, para melhor prestação do serviço nas áreas onde forem colocados.
Norberto dos Santos felicitou os efectivos da Polícia Nacional pelo trabalho desenvolvido antes, durante e depois das Eleições Gerais de 23 de Agosto, tendo permitindo os cidadãos a exercerem o seu direito de voto sem nenhum constrangimento.
O delegado do Ministério do Interior e comandante provincial da Polícia Nacional em Malanje, comissário António Bernardo, disse que o ingresso dos militares das FAA na Polícia Nacional vai reforçar a ordem e a tranquilidade públicas, defender a soberania nacional, património público e privado, de acordo com a Constituição da República. António Bernardo pediu aos novos efectivos maior responsabilidade para garantir a defesa da pátria angolana e a tranquilidade dos cidadãos. “Devem estar permanentemente disponíveis para o cumprimento de qualquer missão onde forem indicados com dedicação, visando garantir a segurança de todo território da província de Malanje”, sublinhou.
A Polícia Nacional, realçou, é um órgão estruturado e orientado para a defesa da República, cumprindo ordens do governo instituído, assim como do comandante-em-chefe. O responsável aconselhou aos novos efectivos da corporação a se absterem de militância partidária, mas sim cumprir e fazer cumprir as leis da República de Angola, o regulamento interno da Polícia Nacional e o uso da farda com responsabilidade e lealdade.
O representante do comandante do Primeiro Corpo do Exército, coronel Manuel Yembe, disse que a transição dos militares das FAA para a Policia Nacional determina o fim do cumprimento do serviço militar no activo nas Forças Armadas e a continuação da missão de defesa da Nação junto da Polícia Nacional.
O coronel Joaquim Yembe informou que o licenciamento dos militares das FAA para  integrarem a Polícia Nacional enquadra-se no cumprimento das ordens do Comandante do Exército.

Polícia no Cuanza-Sul


Recentemente, um grupo de 400 desmobilizados  ingressou na Polícia Nacional para reforçar o efectivo do Comando Provincial do Cuanza-Sul. Os mesmos foram apresentados numa formatura geral realizada no Sumbe, durante a abertura de um curso intensivo de formação de agentes da Polícia de ordem pública.
O comandante provincial da Polícia Nacional, Alberto Lisboa Mário, que presidiu o acto afirmou que o recrutamento de novos efectivos é uma estratégia do Executivo tendente a melhor a segurança pública, através do aumento da capacidade operativa das forças da ordem e prevenção e  combate à criminalidade.
Alberto Lisboa Mário lembrou que a Polícia Nacional deve defender a legalidade e dedicação à causa pública e agir proactivamente na detecção e resolução de problemas, adopção de boas práticas.
O oficial superior frisou que durante o curso vão ser transmitidos conhecimentos técnico-profissionais visando um correcto desempenho da função policial, assente no desenvolvimento de atitudes, valores e uma cultura alicerçada no respeito das leis e estabelecimento de boas práticas, relações humanas e interacção com os cidadãos.
O comandante provincial pediu aos novos efectivos da Polícia a se dedicarem com entrega e responsabilidade pelo facto de o impacto social do seu ingresso no Ministério do Interior.

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