Política

Exaltação ao fundador

Bernardino Manje e Edna Dala

Durante a sessão de abertura do Congresso, o secretário-geral cessante da UNITA, Franco Marcolino Nhany, fez uma exaltação ao fundador do partido, afirmando que Jonas Savimbi foi um exímio patriota e revolucionário.

Franco Marcolino Nhany
Fotografia: DR

“Jonas Savimbi foi um fervoroso nacionalista e patriota, cuja adesão aos ideais do movimento de libertação anticolonial, nos anos 50, veio comprovar e confirmar a sua vocação revolucionária e o seu compromisso definitivo com a luta pela independência e justiça social dos angolanos”, afirmou Marcolino Nhany.
A presidente da organização feminina da UNITA, LIMA, deixou uma mensagem de reconhecimento “pela sábia liderança” do presidente cessante do partido. Helena Bonguela Abel espera que Isaías Samakuva continue a dar o melhor, colaborando com a nova direcção a sair do XIII Congresso Ordinário.
O secretário-geral da JURA, organização juvenil da UNITA, recomendou ao candidato que vencer o pleito a ter a capacidade de congregar todos os militantes e sensibilizar-se com os problemas da juventude, das mulheres, viúvas e órfãos de guerra. Agostinho Kamuango pediu aos delegados um espírito patriótico e que não percam de vista os ideais do partido. Deixou, também, uma palavra de apreço ao deputado Lukamba Paulo “Gato”, eleito como presidente do congresso, que, enquanto coordenador da Comissão de Gestão, tornou possível a reunificação da UNITA, depois da morte em combate do presidente fundador, em 2002.

Delegados confiantes />O XIII Congresso Ordinário da UNITA, que decorre no complexo Sovsmo, em Luanda, conta com a participação de 1.150 delegados, que olham para o conclave como um instrumento para o fortalecimento do partido.
Pedro Jamba da Cruz, delegado por Benguela, disse acreditar que, com o congresso, a UNITA vai sair mais reforçada com vista à participação, com êxito, nas eleições autárquicas, previstas para o próximo ano, e nas gerais, de 2022. Tranquilizou os mais cépticos, que vêem nas cinco candidaturas para a liderança da UNITA um perigo para a unidade do partido. “A democracia reina no nosso seio e acredito que os quatro candidatos que não conseguirem a eleição vão aceitar a derrota e trabalhar para a unidade e fortalecimento do partido”, afirmou.
A mesma opinião foi partilhada por António Guilherme, delegado pela província do Bié, município de Catabola. As várias candidaturas, disse, são um sinal de que a democracia reina na UNITA.
A tentativa do Jornal de Angola de promover o equilíbrio de género nas entrevistas aos delegados não foi fácil. Mas ouviu uma congressista, que, omitiu a identidade. Disse que aguarda com expectativa o desfecho do conclave, que considera importante para a estratégia a implementar nos próximos quatro anos.

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