Política

Executivo faz diagnóstico sobre o sector industrial

Lourenço Manuel | Dar es Salaam

O ministro da Economia e Planeamento, Manuel Neto da Costa, disse hoje à imprensa, em Dar es Salaam, que Angola está a fazer um “exaustivo diagnóstico” sobre o sector industrial, no quadro do programa de avaliação da implementação da estratégia “Angola 2025”, para que seja ajustado às iniciativas regionais. Este foi um dos principais assuntos discutidos na 39ª Cimeira dos Chefe de Estado e de Governo, que decorreu no sábado e domingo, na Tanzânia.

Ministro da Economia fez o balanço da participação angolana
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro | Dar Es Salaam

Para os 16 estadistas da SADC, os sectores industrial, o comércio intra-regional e as infra-estruturas são os elementos catalisadores para impulsionar o desenvolvimento sustentável do bloco regional e de fomento do auto emprego.
Manuel Neto da Costa, que fazia o balanço dos assuntos discutidos, disse que todos os países que integram o bloco regional debatem-se com sérios problemas financeiros e vezes há que não conseguem pagar as contribuições para o funcionamento da organização.
Segundo o ministro, é necessário criar um ambiente propício para a actividade económica e a estabilidade do ponto de vista contratual.
Zona de livre comércio
Sobre a adesão de Angola à Zona de Livre Comércio, o ministro disse que os ministérios do Comércio e da Indústria estão a trabalhar na avaliação do potencial que o país possui para produzir para o mercado interno e para exportação, e assim aderir “o mais rápido possível”.
“Estamos a criar um ambiente propício para, à medida que a nossa capacidade produtiva efectiva aumenta, vão se diminuindo as barreiras comerciais, porque os produtos do agro-negócio são muito importantes, para além de outros recursos florestais e mineiros que podem ser industrializados”, sublinhou.
Em relação às infra-estruturas de apoio às actividades de livre comércio, disse, o assunto foi amplamente discutido na reunião do Conselho de Ministros e a nível dos Chefes de Estado e de Governo. Conclui-se que se deve criar condições de mobilidade para a redução dos custos de investimento privado.
O novo presidente da SADC em exercício, John Magufuli, elegeu a industrialização como o principal cavalo de batalha e defendeu a necessidade de haver maior intercâmbio entre os Estados membros na divulgação das potencialidades para o empoderamento dos produção agrícola e industrial.

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