Política

Executivo envia técnicos para conter as calembas

Casimiro José| Porto Amboim

O ministro da Construção, Manuel Tavares de Almeida, garantiu ontem, na cidade de Porto Amboim, Cuanza- Sul, o envio de uma equipa técnica especializada para, junto do governo da província, elaborar um programa sério que proporcione a contenção definitiva das calembas que assolam a região.

Ministro da Construção visitou áreas afectadas pelas calemas
Fotografia: Casimiro José | Edições Novembro

O titular da pasta da Construção, que encabeçou uma delegação composta pelo secretário de Estado e directores nacionais do seu pelouro, visitou a localidade de Porto Amboim, a convite do governo da província, devido aos últimos estragos provocados pelas calembas, que danificaram infra-estruturas habitacionais, hoteleiras e embarcações de pesca.
Manuel Tavares de Almeida considerou que a contenção das calembas passa por um estudo de marés e outros factores que concorrem para a causa do fenómeno, que este ano aconteceu antes do tempo previsto. “As calemas surgiram  antes do tempo previsto, que é o mês de Agosto, por isso temos em vista um trabalho de especialidade que vai consistir no assoreamento da praia em locais críticos”, disse.
Em relação às soluções imediatas  que se impõem, o ministro da Construção manifestou satisfação pela pronta resposta de uma empresa construtora chinesa e da classe empresarial local implantada no município de Porto Amboim, que pretende envolver-se na tomada de medidas paliativas até que haja medidas definitivas.

Estrada Nacional 100
Falando sobre as obras na Estrada Nacional nº 100, o ministro garantiu que as obras decorrem a bom ritmo e garantiu que as verbas foram disponibilizadas pelo Executivo.
Segundo Manuel Tavares de Almeida, o único entrave prende-se com o atraso que se verifica no desembolso dos valores pelos bancos para as empresas envolvidas na execução das empreitadas consignadas.
O governador do Cuanza -Sul, Eusébio de Brito Teixeira, manifestou-se preocupado com a progressão das calembas na orla costeira, situação que, no seu entender, pode afectar também a cidade do Sumbe. O governador referiu que foram alertadas “as autoridades competentes, porque a progressão das calembas e a onda de estragos leva-nos a prever situação do género na cidade do Sumbe”.
“Temos que trabalhar para que o pior não aconteça”, frisou.
Eusébio de Brito Teixeira saudou a disponibilidade dos empresários locais que pretendem juntar-se aos esforços de contenção das calembas. “Estamos reconfortados com a posição manifestada pela classe empresarial local, que pretende apoiar com máquinas e combustível para a execução do programa de contenção”, frisou.
O director provincial das Pescas, Adão da Silva Pereira, disse ao Jornal de Angola que as calembas provocaram  danos materiais e condicionaram a baixa de captura do pescado nos últimos 15 dias. Entre os danos, Adão da Silva Pereira apontou a destruição de 15 chatas de pescadores artesanais e a redução da  captura na ordem de 25 a 30 por cento.
O ministro da Construção visitou locais críticos, onde as calembas destruíram infra-estruturas habitacionais, hoteleiras e embarcações.
O ministro da Construção e Obras Públicas esteve sexta-feira no Moxico, para avaliar as condições das estradas e das obras interrompidas devido à falta de pagamentos. Manuel Tavares de Almeida prometeu, para breve, a retoma de algumas obras, com destaque para a estrada  Luau- Alto Zambeze, naquela província do Moxico. O governante, que percorreu por estrada grande parte do Leste do país, verificou o estado das principais vias que ligam a sede da província, municípios e comunas.
Em declarações à imprensa, o ministro disse que a província do Moxico foi a última a ser radiografada a nível do país. Manuel Tavares de Almeida visitou o município do Luau e foi até Massivi e Gimbi, na fronteira entre o município do Alto Zambeze e a vizinha República da Zâmbia. Manuel Tavares percorreu a estrada que liga o município do Luau até ao  Luena, passando pelos municípios do Luacano, Lumeje Cameia e Leua. Ontem, antes do regresso a Luanda, avaliou o estado da via  Lucusse/Luzi e as obras em curso entre Luzi e Cassamba, municípios dos Luchazes, e a zona sul da província do Moxico.

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