Política

Executivo quer controlo dos quadros disponíveis

João Dias

O Estado deve saber com que quadros o país pode contar para que possamos ir reduzindo as assimetrias regionais, disse ontem, em Luanda, o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República.

Frederico Cardoso deu posse a técnicos da unidade que vai gerir o Plano Nacional de Quadros
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

Frederico Cardoso, que fez esta observação após conferir posse a Gildo Matias José e Nyianga Tyitapeka,  coordenadores-adjuntos da Unidade Técnica de Gestão do Plano de Formação de Quadros (UTG/PNFQ), disse que o Estado não deve deixar a gestão dos quadros à mercê dos “movimentos cegos da mão invisível do mercado”.
“É preciso que o Estado conheça perfeitamente com que quadros o país pode contar para que possamos ir reduzindo as assimetrias regio-
nais”, sustentou.
O Chefe da Casa Civil do Presidente da República entende “não ser possível gerir de modo sustentável um país se não se tiver conhecimento de quantos quadros tem, que perfis ocupacionais têm, onde é que estão e para onde é que pretendem continuar a crescer”.
O ministro desejou sucessos aos recém-empossados e pediu que cada um dê o melhor de si para que se possa atingir os objectivos para os quais a unidade foi criada.
Com a tomada de posse dos coordenadores adjuntos da UTG/PNFQ, fica completo o corpo de gestão da instituição.
Frederico Cardoso destacou o papel da UTG na actual fase em que o país se encontra, na medida em que permite, por via dos seus instru-
mentos de gestão informática e de avaliação, conhecer quantos quadros existem e onde estão aqueles que têm perfis ocupacionais adequados para a categoria de quadros nacionais.
Gildo Matias José considera o cargo de “extrema importância”, porque tem a função de contribuir para o processo de qualificação dos angolanos através da disponibilização de oferta formativa, particularmente nos do-
mínios em que o país precisa para a sua estratégia de desenvolvimento.
A  instituição vai, sobretudo, dar conta de um processo de maior qualidade na formação de quadros, disse Gildo Matias José.
A recém-empossada coordenadora-adjunta da Divisão Técnica de Gestão de Tecnologias de Informação, Nyianga Tyitapeka, propõe-se  consolidar o plano deixado pelos seus antecessores e pretende consolidar o sistema de informação do Plano Nacional de Formação de Quadros.
Com as condições tecnológicas implementadas, Nyianga Tyitapeka, técnica de sistemas de 35 anos de idade, espera ter toda a informação relacionada com os quadros nacionais sistematizada para que seja possível dar ao Presidente da República o apoio necessário para melhores tomadas de decisão relativamente às questões de desenvolvimento do capital humano.
A Unidade Técnica de Gestão do Plano Nacional de Formação de Quadros, criada por despacho do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, é um órgão de apoio técnico especializado na análise, programação, gestão e avaliação de projectos de formação e capacitação de quadros.
O Plano Nacional de Formação de Quadros visa concretizar a Estratégia Nacional de Formação de Quadros, definida pelo Executivo, por meio de programas de acção que contribuam para a produção de resultados concretos, cuja obtenção exige a preparação e implementação de um número elevado de acções e medidas de natureza complexa  que envolvem diversas entidades e um trabalho técnico de base.

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