Política

FAA reforçam segurança na fronteira com a RDC

A instabilidade político-militar que se assiste na República Democrático do Congo (RDC) não afecta a paz vigente em Angola, garantiu o comandante da Região Militar Norte (RMN), tenente-general David  Kavanda.

Tenente-general David Kavanda presidiu à cerimónia de abertura do ano militar
Fotografia: Adolfo Dumbo | Edições Novembro

O oficial general falava à imprensa à margem da cerimónia de abertura do ano de instrução, preparação operativa, combativa e educativo-patriótica 2018/2019 da RMN, disse que a integridade das fronteiras nacionais, apesar da situação vigente na RDC, não está em causa.
“A situação vigente no território vizinho (RDC) não afecta em nenhum momento as nossas fronteiras, tão-pouco o nosso território. A nível da RMN a situação é estável e permite realizar as nossas actividades de uma forma regular”, assegurou.
David Manuel Kavanda disse  que apesar da instabilidade vigente na RDC não afectar as fronteiras e o território nacional, não se deve relaxar.
A tropa, disse, deve estar permanentemente em prontidão para qualquer eventualidade. “O militar pre-
para-se em tempo de paz, para em tempo de guerra enfrentá-la com determinação”, sustentou David Kavanda que acrescentou estar assegurado o controlo efectivo das fronteiras na parte noroeste do país.
“Em termos de controlo da nossa fronteira, na parte sob jurisdição da RMN, estamos bem. Se constatarem, essa é uma das unidades que também tem a missão de controlar a fronteira próxima da região do Soyo, razão pela qual, a RMN tem as suas unidades instaladas ao longo da fronteira e em cooperação com as outras forças, no caso concreto da Polícia de Guarda Fronteira”, disse David Kavanda.
Relativamente aos casos de violação da fronteira, David  Kavanda afirmou que, tirando algumas entradas esporádicas de imigrantes ilegais, não há outra razão que preocupe a RMN.
Quanto ao ano de instrução, preparação operativa, combativa e educativo-patriótica 2018/2019, David  Kavanda relembrou aos seus efectivos a dinâmica permanente do mundo moderno, que exige o seu máximo acompanhamento. “Os militares de-vem ter consciência de que, no mundo moderno, nada é estático e, por isso, deve-se acompanhar o máximo possí-vel as orientações baixadas superiormente, à luz da preparação permanente dos efectivos.”
 David Kavanda apelou para o redobrar da segurança e vigilância, para que os "inimigos da paz" não perturbem a ordem e tranquilidade da população, bem como continuar a observar as leis e normas vigentes no país e nas Forças Armadas Angolanas (FAA).
David  Kavanda exortou os comandantes e chefes militares a manterem a firmeza no cumprimento das actividades de instrução, preparação combativa, operativa e educativo-patriótica, bem como melhorar o seu comportamento, sobretudo na forma como lidam com os seus subordinados, porque, sem eles, a sua existência torna-se nula.
“O êxito das tarefas programadas superiormente dependem em grande medida do melhoramento da disciplina militar, da organização e de um sistema de comando e direcção das tropas. Devemos continuar a colaborar com os órgãos de defesa e segurança ao nível da Região Militar na denúncia dos casos que coloquem em risco a integridade física da população e da entrada de estrangeiros ilegais no nosso país”, apelou David  Kavanda.
O ano de instrução, preparação operativa, combativa e educativo-patriótica 2018-2019 decorre sob o lema “Pela preparação operativa, combativa e educativo patriótica elevemos a organização, disciplina e prontidão das tropas na região militar”.
Em vários comandos e unidades militares do país aconteceram várias cerimónias de abertura no ano de instrução militar.

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