Política

Falta de meios dificulta acção contra ilegais

A falta de meios técnicos de controlo está a dificultar o combate à imigração ilegal no pe­ríodo nocturno nas fronteiras de Cassai Sul e Chiluange, município de Muconda, província da Lunda Sul.

Polícia precisa de meios
Fotografia: Edmundo Eucílio | Edições Novembro

Segundo o sub-chefe de Migração do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), Rui Venâncio, muitos cidadãos congoleses conseguem entrar de forma ilegal no país, sobretudo no período nocturno.
O responsável denunciou igualmente que muitos es­trangeiros encontram residências e protecção por parte de angolanos, que arrendam as suas casas, sem a observância dos pressupostos legais sobre a matéria. 
Para combater esta “invasão silenciosa”, o oficial de migração disse que a direcção do SME está a trabalhar, em colaboração com a Polícia de Guar­da Fronteira, com as au­to­­ridades tradicionais e líderes comunitários, assim como a reforçar a fiscalização e vigilância nas zonas fronteiriças.
Apesar da falta dos meios técnicos, segundo Rui Venâncio, o SME está, junto das co­munidades, a incentivar os cidadãos a denunciar quem facilita a permanência ilegal ou arrenda residências a estran­geiros à margem da lei.
Recentemtente, o comandante-geral da Polícia Nacional garantiu que a corporação está devidamente preparada para combater a  imigração ilegal e outros crimes conexos, apesar da escassez de meios operativos.
Alfredo Mingas assegurou que a imigração ilegal, o tráfico de drogas e o roubo e furto de viaturas merecerão uma maior atenção. Alfredo Mingas defendeu a necessidade de coordenação de medidas para combater as acções delituosas. “Pretendemos tomar  medidas que, de uma vez por todas, criem as maiores dificuldades àqueles que estão determinados em complicar a nossa vida, sabotar a nossa economia e alimentar o crime”, disse, num encontro com membros do conselho consultivo da delegação local do Interior e do Comando Provincial da Polícia Nacional.

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