Política

Fernando João: “Perpetuar legado de Neto é responsabilidade colectiva”

André Sibi

Perpetuar o legado de Neto é uma responsabilidade colectiva que deve engajar todos os angolanos, sem excepção, afirmou o secretário de Estado da Juventude, Fernando João.

Fernando João orientou acto de abertura do “Jango do Herói Nacional”, no Cazenga
Fotografia: DR

O secretário de Estado falava ao Jornal de Angola, à margem da abertura do “Jango do Herói Nacional”, realizado no município do Cazenga, em Luanda, no âmbito das Jornadas do Herói Nacional, que se prolongam até sexta-feira. “A perpetuação do legado de Neto é uma responsabilidade colectiva, que deve engajar todos os angolanos, sem excepção, de tal modo que possamos inspirar as novas e futuras gerações por uma cidadania comprometida com o bem comum, sublinhou.

Para Fernando João, a bravura e tenacidade dos filhos da Pátria, que deram o melhor de si para a causa da liberdade, da soberania e da paz, deve ser lembrada como um gesto de reconhecimento e tributo pelos seus feitos. Segundo o político, a afirmação do país no concerto das nações assenta nos ideais definidos pelo Presidente António Agostinho Neto, segundo o qual “Angola é e sempre será por vontade própria a trincheira firme da revolução em África”.

O secretário de Estado esclareceu que o percurso de Neto vem sendo seguido pelo Executivo, sobretudo nas diversas plataformas multilaterais onde o país está inserido, com particular incidência na região da SADC e nos Grandes Lagos, mediando processos complexos que têm devolvido a paz e estabilidade em diversos países do continente.

“Os ensinamentos de Neto estão presentes em todos os domínios da vida nacional e além fronteiras”, sublinhou Fernando João, apelando a cada cidadão a contribuir para perpetuar a imagem e o legado de Neto, para que a juventude compreenda o passado, o presente e o futuro ancorado sobre os valores da paz, liberdade, humanismo, solidariedade e progresso social.

O secretário de Estado informou que o Ministério da Juventude e Desportos, através do Instituto Nacional da Juventude, pretende massificar a realização de “jangos” sobre o Herói Nacional em todo país, para ajudar a manter vivo os ideais de Neto, na memória colectiva. Lembrou o lançamento, recentemente, pelo Ministério da Juventude e Desportos, do Prémio Nacional da Juventude, uma iniciativa do Titular do Poder Executivo, que tem como objectivo valorizar a criatividade e o espírito empreendedor dos jovens angolanos.

Desafiou os candidatos ao Prémio a concorrerem com trabalhos de pesquisa sobre a Vida e Obra de Agostinho Neto. O Prémio Nacional da Juventude, que conta com oito categorias, das quais se inclui cultura, arte, ensino, invenção, superação, voluntariado, solidariedade e excelência no desporto, foi criado ao abrigo do Decreto Presidencial nº 196/20, de 29 de Julho.

Contempla um troféu, a título simbólico, certificado e apoio financeiro, avaliados em 300 mil a um milhão e quinhentos mil Kwanzas (1.500.000.00). A gala de atribuição acontece no período da jornada “Abril Jovem” de cada ano.  As Jornadas sobre o Herói Nacional foram abertas no dia 1 deste mês e decorrem até sexta-feira. O acto central das comemorações decorreu no dia 17, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, orientado pelo Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa.

Ao discursar no acto, o Vice-Presidente da República afirmou que Agostinho Neto deixou a sua marca enquanto estadista, político, diplomata, homem de cultura, médico e humanista, tendo dedicado o melhor empenho na gestão de um país recém-independente e ainda envolto em conflitos internos e agressão externa.

Bornito de Sousa considerou que algumas frases ditas por Agostinho Neto são de dimensão nacional, africana e universal. Citou, como exemplo, a frase “de Cabinda ao Cunene, um só Povo, uma só Nação”, que assinala a importância de unidade e harmonia entre todos os angolanos.

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