Política

FNLA pede integração na Caixa Social

O secretário provincial da FNLA no Moxico, Miguel Maria Macredo, defendeu ontem a inserção dos seus antigos militares na Caixa Social das FAA, devido ao contributo que prestaram na descolonização do país.

Lucas Ngonda já apresentou a preocupação ao Presidente
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Num encontro com militantes para assinalar a efeméride de 15 de Março de 1961, data que aquele partido considera como o marco do início da luta armada de libertação nacional, Miguel Maria Macredo disse que o processo que conduziu o país à Independência contou com a participação de todas as formações políticas.
O representante da FNLA acrescentou que, no quadro das responsabilidades sociais, o Executivo deve dar o mesmo tratamento em termos de benefícios e direitos a todos aqueles que participaram na luta de libertação nacional.
Miguel Maria Macredo lamentou que a pensão dada aos antigos combatentes, viúvas e órfãos de guerra não tem sido suficiente para suprir as necessidades.
Falando sobre o 15 de Março de 1961, sublinhou que foi nessa altura que a UPA (União das Populações de Angola), antecessora da FNLA, desencadeou acções armadas que abrangeram uma vasta área do território nacional.
Recentemente, a FNLA solicitou  ao Titular do Poder Executivo, João Lourenço, para rever a questão da remuneração atribuída aos antigos combatentes, no quadro do Fundo de Pensão atribuída mensalmente pelo Estado.
A preocupação foi apresentada ao Presidente da República, João Lourenço, pelo líder do partido, Lucas Ngonda. O presidente da FNLA foi recebido em audiência pelo Chefe de Estado. Em declarações à imprensa, Lucas Ngonda disse que o valor atribuído mensalmente a cada pensionista não permite colmatar as necessidades básicas.
Cada pensionista, segundo o político, recebe mensalmente 23 mil kwanzas. Lucas Ngonda disse que a FNLA tem sob seu controlo 27 mil 180 antigos combatentes.

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