Política

Força Aérea ambiciona ser referência na região

A Força Aérea Nacional (FAN) pretende transformar o seu efectivo numa referência na região austral do continente africano, sobretudo no contexto geopolítico e geoestratégico em que se insere o país, no quadro do processo de modernização das Forças Armadas Angolanas em curso, afirmou ontem, em Benguela, o comandante deste ramo das FAA, general Francisco Gonçalves Afonso “Hanga”.

Formação de quadros é uma tarefa que está no centro das atenções das chefias
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

O general Francisco Gonçalves Afonso “Hanga” disse que o processo de modernização da Forças Armadas Angolanas (FAA) impõe uma preparação cada vez melhor dos quadros para que estejam capazes de responder às actuais mudanças tecnológicas no domínio militar.
O comandante da FAN falava na cerimónia de encerramento do segundo curso de oficiais. Francisco Gonçalves Afonso “Hanga” reconheceu os níveis de aproveitamento do efectivo. Para o comandante da FAN, o oficial superior deve ter uma visão geral da realidade do seu dia-a-dia, além de uma formação especializada.
O oficial generalconsiderou, por isso, que a formação de quadros é uma tarefa que sempre estará no centro das atenções da chefia das FAA, tendo em conta a necessidade de capacitação dos seus membros. 
Francisco Gonçalves Afonso “Hanga” apelou aos efectivos para combinarem os conhecimentos adquiridos com os princípios básicos das FAA, nomeadamente a disciplina e organização, visto que só na base do comportamento, regras e normas vigentes no sector castrense se estabelece uma convivência sadia.
Ao comando do Instituto Superior da Força Aérea Nacional prometeu continuar a garantir o apoio necessário, de modo a manter a actual dinâmica no campo da formação de quadros. 
Na ocasião, o comandante do Instituto Superior da Força Aérea Nacional,  tenente-general Carlos Carmelino dos Santos, disse que o curso, que decorreu na cidade da Catumbela (Benguela), teve início em Maio do ano passado e foram ministrados módulos sobre “Estratégia, administração, ciências sociais e humanas, e línguas”, entre outros.
O brigadeiro Pedro Viegas Júnior, segundo comandante daquela instituição de ensino militar, citado pela Angop, disse que foram já ali formados mais de 200 militares, entre tenentes-coronéis, majores, capitães e tenentes, em cerca de seis anos de existência.
Entre os cursos, Pedro Viegas Júnior indicou o de aperfeiçoamento e capacitação de oficiais de operações, feito em 2015, com 38 participantes, o de tenentes para promoção a capitão com 25 militares, o de Língua Portuguesa, com 15 formandos, e o de promoção a oficiais superiores, igualmente com 25 capitães. 
Pedro Viegas Júnior lembrou que o Instituto Superior da Força Aérea Nacional está vocacionado para promover cursos de formação e capacitação de oficiais seleccionados de distintas unidades da FAN, com cursos de curta duração que vão até um ano.
A Academia da FAN está instalada no perímetro do Regimento Aéreo de Caça-Bombardeiros, na Catumbela.
Este ano, as festividades alusivas ao 42.º aniversário da FAN decorreram sob o lema “FAN: 42 anos, firme perante os desafios da modernização”.
A Força Aérea Nacional aposta  na modernização com o objectivo de continuar a cumprir a sua missão de salvaguarda do espaço aéreo nacional, entre outras missões em tempo de paz.
Na base da reedificação em curso na FAN, ao ramo começaram já a chegar meios aéreos, de comunicações e radares com vista o reforço da sua capacidade operacional e combativa. Este esforço é acompanhado da capacitação de técnicos e formação contínua de quadros jovens.
A FAN foi fundada há 42 anos, pelo Presidente António Agostinho Neto, na altura com a denominação de Força Aérea Popular de Angola-Defesa Anti-Aérea (FAPA/DAA).

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