Política

Força Aérea Nacional na rota da modernização

Morais Canâmua | Catumbela

As festividades aluvivas ao 42.º aniversário da Força Aérea Nacional (FAN) terminam hoje com o acto central da efeméride que decorre no Regimento Aéreo de Caça-Bombardeiros, na vila da Catumbela, em Benguela.

Ramo aéreo das FAA evoluiu quer em termos técnicos e materiais quer na formação de quadros
Fotografia: Angop |

As jornadas decorreram sob o lema “FAN: 42 anos, firme perante os desafios da modernização”. A Força Aérea Nacional aposta  na modernização com o objectivo de continuar a cumprir a sua missão de salvaguarda do espaço aéreo nacional, entre outras missões em tempo de paz.
Na base da reedificação em curso nas Forças Armadas Angolanas, ao ramo começaram já a chegar meios aéreos, de comunicações e radares com vista o reforço da sua capacidade operacional e combativa. Este esforço é acompanhado da capacitação de técnicos e formação contínua de quadros jovens.
Fundada há 42 anos, pelo Presidente António Agostinho Neto, na altura com a denominação de Força Aérea Popular de Angola-Defesa Anti-Aérea (FAPA/DAA), o Ramo transformou-se em Força Aérea Nacional em 1992, por altura da formação do Exército Nacional Único, com base nos acordos de Bicesse.
Daí em diante a evolução do ramo aéreo das Forças Armadas Angolanas foi contínua e  passou por inúmeras etapas com particular destaque para o período de guerra, em que teve um papel preponderante na busca da paz efectiva para o país. Nos primórdios da Independência Nacional, mesmo com parcos meios e pessoal inexperiente, a Força Aérea soube desempenhar o seu papel diante de um inimigo poderoso como as tropas da racista África do Sul, que invadindo o país, receberam pronta resposta das FAPLA. Nesta altura, a FAPA/DAA desempenhou cabalmente o seu papel,  destacando-se a determinação, bravura, e sobretudo patriotismo dos seus integrantes. O ramo aéreo das FAA evoluiu quer em termos técnicos e materiais como na perspectiva de formação de quadros e especialistas em várias áreas, como pilotagem, administração, logística, gestão de pessoal e quadros, comunicações, sistemas de rádio-localização, entre outros, o que conferiu uma perspectiva melhor daquilo que é hoje a Força Aérea Nacional.
Em várias ocasiões, o comandante do ramo, general Francisco Afonso “Hanga”, falou da necessidade de a Força Aérea Nacional primar pela modernização, no âmbito da reedificação das FAA. “A Força Aérea está na rota da modernização contínua, tendo em conta a dinâmica e a evolução dos tempos”, declarou recentemente o general “Hanga”, no acto que marcou a abertura das festividades alusivas aos 42 anos da Força Aérea Nacional.
O comandante da Força Aérea Nacional recomendou: “Precisamos de evoluir e sermos sempre fortes para continuarmos a garantir a inviolabilidade do espaço aéreo com meios e com homens qualificados.”
Nesta perspectiva e com base no esforço do Executivo, acrescentou o general Francisco Afonso “Hanga”, a FAN começou a reequipar-se com meios modernos como aviões multifunções do tipo SU-30, helicópteros Mi-171 SH, aviões de transporte como AN-72, AN-30, IL–76, bem como versões modernizadas de Radares do tipo 36 D6; P-37, PRV 13; Mísseis Anti-Aéreos, ar-ar e ar-terra e distintos sistemas de artilharia anti-aérea e de comunicações.
Por outro lado, militares especialistas têm sido reciclados no exterior e no país com o objectivo de melhor explorarem a complexa técnica num ingente esforço de conciliar a evolução tecnológica com o desenvolvimento de capacidades e habilidades técnico-científicas e melhor servirem o ramo.
Tendo em conta a crise de recursos financeiros colocados à disposição das FAA, criaram-se condições adequadas para que a formação dos jovens militares seja feita no país.
Várias instituições militares de ensino estão em funcionamento com pessoal qualificado no quadro de docência. O comandante do ramo aéreo das FAA afirmou, sobre a academia da Força Aérea, inaugurada a 14 de Agosto de 2015: “É a  jóia da coroa da Força Aérea Nacional por constituir a concretização de um sonho há muito almejado. Hoje, podemos estar orgulhosos porque está prestes a poder dar os seus primeiros frutos.”

Tempo

Multimédia